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Ataque de Melbourne investigado como “incidente terrorista”

Michael Dodge/GettyImages

Uma mulher foi feita refém na segunda-feira, tendo a polícia abatido o homem responsável pelo ataque, que foi mais tarde reivindicado pelo Daesh

Está a ser investigado como um “incidente terrorista” o ataque que ocorreu na segunda-feira em Melbourne, Austrália, e do qual resultou um morto, abatido pela polícia, depois de esta responder a uma chamada que envolveu a tomada de um refém. O autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) reivindicou a ação.

O homem abatido, de 29 anos e origem somali, tinha sido ligado no passado a planos de ataque, em 2009, contra uma base militar em Sydney, mas foi absolvido pela justiça.

Na segunda-feira estava armado e fez refém uma mulher, num aparthotel situado nos subúrbios de Melbourne, num edifício onde foi também encontrado morto um australiano de origem chinesa.

Identificado como Yacqub Khayre, o atacante tinha cadastro. Cumpriu pena de prisão por um roubo violento em 2012, encontrando-se em liberdade condicional desde novembro.

Foi morto após um impasse de mais de uma hora, na sequência de um tiroteio com a polícia. Três agentes ficaram feridos. A mulher foi resgatada.

“O executor do ataque de Melbourne, na Austrália, é um soldado do Estado Islâmico que levou a cabo esta operação em resposta aos apelos para visar cidadãos de países membros da coligação” internacional na Síria, anunciou a agência de propaganda do Daesh, a Amaq.

Desde que a Austrália elevou o seu nível de alerta de terrorismo para “provável”, em setembro de 2014, foram frustrados 12 ataques e 61 pessoas foram acusadas.

“O ataque terrorista levado a cabo por um criminoso conhecido, um homem que foi recentemente colocado em liberdade condicional, é um crime chocante e cobarde. É um ataque terrorista que evidencia a necessidade de estarmos constantemente vigilantes”, afirmou o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, aos jornalistas.

“O que é claro aqui é que enfrentamos uma ameaça crescente do terrorismo islâmico na Austrália, na nossa região, e no mundo. Vamos continuar a desafiá-lo e continuar a derrotá-lo”, acrescentou.