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Instaladas barreiras de proteção em várias pontes em Londres

NIKLAS HALLE'N/GETTY

As pontes de Londres, Westminster e Waterloo Lambeth têm colocadas desde esta segunda-feira barreiras de metal, junto às quais se encontram grandes blocos de cimento para travar a entrada de veículos motorizados

Barreiras de separação entre a estrada e o passeio foram esta segunda-feira de madrugada intaladas em várias pontes de Londres, na sequência dos atentados na Ponte de Londres, no passado sábado, e na Ponte de Westminster, a 22 de março.

Além da London Bridge, as pontes de Westminster e Waterloo Lambeth estiveram encerradas temporariamente durante a última noite para a instalação destas barreiras de metal, junto às quais se encontram grandes blocos de cimento para travar a entrada de veículos motorizados.

A polícia metropolitana tinha referido no domingo que iriam ser colocadas "barreiras físicas" para proteger a população, mas sem especificar quais.

Um perímetro de segurança mantém-se na zona de London Bridge e Borough Market, mas a circulação de veículos na ponte foi reaberta no sentido sul-norte e a estação de metropolitano e comboios está de novo a funcionar.

É visível o reforço policial em várias partes da cidade, sobretudo em áreas públicas de maior dimensão, como estações ferroviárias.

Esta manhã, a polícia confirmou ter feito buscas em mais duas moradas, uma em Newham e outra em Barking, ambas na zona leste de Londres, tendo levado um número indeterminado de pessoas para custódia pessoal.

No domingo, o comandante adjunto e responsável pela unidade de combate ao terrorismo da polícia metropolitana disse que a investigação estava a progredir a grande velocidade, em colaboração com os serviços de informação britânico.

Segundo Mark Rowley, as autoridades estão convencidas de que os três atacantes não tinham cúmplices no local, mas está a recolher mais informação sobre eles, as suas redes de contacto e potenciais colaboradores.

Ao todo, 11 pessoas continuam detidas após buscas em várias moradas em Barking, onde, segundo a imprensa britânica, alguns dos atacantes residiam.

Nestas buscas, a polícia terá recolhido diverso material que está agora a analisar, indicou esta manhã a comandante da Polícia Metropolitana, Cressida Dick.

A polícia já determinou que a carrinha branca onde os atacantes viajavam entrou na ponte London Bridge às 21h58 horas de sábado no sentido norte-sul, tendo a certa altura subido o passeio e atropelado vários transeuntes.

A carrinha foi imobilizada no lado sul da ponte e os atacantes saíram armados com facas, entrando na área do mercado de Borough, onde existe uma série de restaurantes e bares, tendo apunhalado várias pessoas.

A polícia recebeu um aviso pelas 22h08 horas e respondeu num espaço de poucos minutos, tendo oito agentes disparado cerca de 50 tiros, matando os atacantes, que envergavam coletes que simulavam ter explosivos.

"Perante o que eles receavam serem três bombistas suicidas, os agentes armados dispararam um número sem precedentes de tiros para estarem completamente certos de que tinham neutralizado aquelas ameaças", justificou Rowley.

Um civil foi também ferido durante os disparos, mas sem gravidade, adiantou o mesmo responsável.

Ao todo, sete pessoas foram mortas durante o ataque para além dos atacantes, duas das quais de nacionalidade estrangeira: a canadiana Chrissy Archibald e um francês que ainda não foi identificado.

Pelo menos 48 pessoas foram feridas, 36 pessoas continuam hospitalizadas, algumas em estado considerado muito grave e 21 em estado crítico, várias das quais também de nacionalidade estrangeira.

Este ataque assemelha-se ao que aconteceu em 22 de março na ponte de Westminster, quando Khalid Masood matou cinco pessoas e feriu 50 ao atropelar várias pessoas na ponte Westminster Bridge antes de esfaquear um agente da polícia junto da entrada dos edifícios do Parlamento britânico.