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Autarca de Londres condena “ideologia perversa e venenosa”

Rob Stothard/ Getty Images

Sadiq Khan qualifica o atentado de sábado na capital britânica de ato “cobarde e cruel”. “Estou zangado e furioso, porque os atacantes tentaram justificar as suas ações usando a fé que eu também professo”, afirma o mayor londrino

O presidente da câmara (mayor') de Londres, Sadiq Khan, condenou esta segunda-feira a "ideologia perversa e venenosa" dos três autores dos atentados de sábado na capital britânica, abatidos pela polícia depois de matarem sete pessoas e ferirem 48.

Numa conferência de imprensa conjunta com a comandante da polícia londrina, Cressida Dick, em Borough, um dos locais atacados, Khan qualificou os atentados de ato "cobarde e cruel".

Khan, primeiro presidente da câmara de Londres muçulmano, disse sentir-se "zangado e furioso" por os três atacantes, cuja identidade foi determinada pela polícia, mas ainda não divulgada, terem tentado justificar os seus atos com a religião islâmica.

Os ataques de sábado à noite foram reivindicados no domingo pelo grupo extremista Estado Islâmico.

"Estou zangado e furioso porque estes três homens tentaram justificar as suas ações usando a fé que eu também professo", disse.

"A ideologia que seguem é perversa e venenosa e não tem lugar no Islão", acrescentou.

Khan assegurou que "Londres não se vai deixar amedrontar pelo terrorismo" e que todos devem trabalhar juntos, porque "os terroristas querem atacar o nosso modo de vida".

A três dias das eleições legislativas antecipadas no Reino Unido, o presidente da câmara, trabalhista, criticou os planos do governo conservador para reduzir 400 milhões de libras (459 milhões de euros) ao orçamento para a polícia e comprometeu-se a combater esses planos.

A comissária da polícia disse por seu turno que as forças policiais estão a desenvolver todos os esforços para "averiguar o que está por trás do atentado" e para "manter seguro o país".

Cressida Dick elogiou a resposta dos agentes policiais aos ataques de sábado e "a coragem" dos cidadãos de Londres, que hoje retomaram as suas vidas com aparente normalidade.

Em resposta a uma pergunta dos jornalistas, a comissária admitiu que na sequência dos ataques deste ano - em Westminster em março, em Manchester há duas semanas e em Londres no sábado - é necessária uma "revisão geral" da "estratégia, táticas e recursos disponíveis" para combater o terrorismo.

Considerou, no entanto, que armar todos os agentes "não é uma opção sensata" e que a melhor solução é "ter polícias armados capazes de se deslocarem em Londres 24 por dia".