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Internacional

Aliados do Daesh causam alarme no sul das Filipinas

Os Estados Unidos e países do sudeste asiático disponibilizaram apoio para as Filipinas no combate a jiadistas que cercaram uma cidade do sul do país. A situação levou o Presidente Duterte a decretar a lei marcial na região, uma medida que está contudo a ser contestada pela oposição

Aviões espiões e drones, assim como a partilha de informações, foi disponibilizada pelos Estados Unidos e por países do sudeste asiático no apoio às Filipinas nos combates contra militantes aliados do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) que estão a causar alarme na região.

O Presidente Rodrigo Duterte decretou a lei marcial na região de Mindanao, onde cerca de 4000 militares filipinos estão a combater militantes islâmicos que sitiaram a cidade de Marawi há duas semanas. Situação que aponta para que forças leais ao Daesh estejam a tentar criar uma base na região,

Um vídeo de propaganda mostra jiadistas a combaterem nas ruas de Marawi e tomando controlo de veículos militares abandonados. Um corpo surge num dos veículos. O vídeo mostra aparentes reféns cristãos a serem forçados por homens armados a converterem-se ao Islão.

O ministro da Defesa de Singapura, Ng Eng Hen, declarou, durante um encontro com os seus homólogos da Associação das Nações do Sudeste da Ásia e o secretário de estado da Defesa norte-americano, que têm de ser tomadas medidas para evitar que os terroristas se instalem na região, estabelecendo campos de treino e redes.

Com o apoio de Singapura, Indonésia, Malásia e Filipinas acordaram o estabelecimento de patrulhas rápidas conjuntas no Mar Sulu para evitarem que os militantes atravessem as suas fronteiras.

Austrália, Nova Zelândia, Grã-Bretanha, Malásia e Singapura também aceitaram revitalizar o Acordo de Defesa das Cinco Potências, no intuito de melhorarem a ligação das suas capacidades militares e dos seus serviços de informação.

Entretanto, seis parlamentares filipinos apresentaram esta segunda-feira uma petição ao Tribunal Supremo, no sentido de a lei marcial não prosseguir devido “gritante falta de bases factuais suficientes”, procurando estabelecer um paralelismo com a situação criada pelo ditador Ferdinando Marcos até 1986, que aproveitou a lei marcial para perseguir e eliminar os seus opositores.

A Constituição de 1987 estabeleceu limites à lei marcial para impedir que se repetisse o mesmo tipo de abusos, prevendo nomeadamente que o Tribunal Supremo tenha de rever a base factual para a instauração da lei marcial. Duterte declarou, contudo, que não iria levar em conta a posição do tribunal sobre o caso.