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Papa Francisco pede fim das feridas da guerra e do terrorismo

GIAMPIERO SPOSITO/ REUTERS

O papa pediu que a paz se instale no mundo e acabe com “as feridas da guerra e do terrorismo” e rezou pelas sete vítimas mortais e a meia centena de feridos nos atentados de sábado em Londres.

“Que o Espírito Santo dê paz ao mundo inteiro, cure as feridas da guerra e do terrorismo que, novamente esta noite, em Londres, atingiu pessoas inocentes. Rezemos pelas vítimas e os seus familiares”, disse o papa na Praça de São Pedro do Vaticano.

Jorge Bergoglio pronunciou estas palavras perante milhares de fiéis reunidos naquela praça por motivo das festividades de Pentecostes, em que os católicos comemoram a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos.

"Não há cristãos de direita nem de esquerda"

Durante a celebração litúrgica, o papa defendeu uma igreja universal em que não existam “cristãos de direita ou de esquerda”, mas gente que está “unida pela diferença”.

“A unidade verdadeira”, assinalou o líder da religião católica, acrescentando: “Não é uniformidade, mas unidade na diferença”.

Francisco advertiu que, na busca dessa unidade na diferença, se devem evitar duas “tentações frequentes”, a primeira das quais é “procurar a diversidade sem unidade”.

“Isso ocorre quando procuramos destacarmo-nos, quando formamos bandos e partidos, quando nos fechamos nos nossos particularismos, nos consideramos melhores ou achamos que sempre temos razão. Então escolhe-se a parte, não o todo”, disse.

A segunda tentação é “procurar a unidade sem diversidade”, um caminho em que se acaba por cair na “uniformidade”, na “homologação onde já não há liberdade”.

Perante estas duas vias, prosseguiu, é preciso apostar numa unidade que se baseie no respeito, que vá “mais além das preferências pessoais” e que bana “os murmúrios que semeiam a discórdia, a inveja e o veneno”.