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Retirada de 650 refugiados no antigo aeroporto de Atenas já decorre

Milos Bicanski / Getty Images

A polícia grega começou esta manhã a desocupar um dos primeiros campos de refugiados instalado no antigo aeroporto de Hellenikon. O espaço vai ser vendido a um consórcio internacional de empresas e acomodar um projeto de reconstrução urbana

A polícia grega iniciou esta manhã a desocupação do campo de refugiados instalado no antigo aeroporto de Hellenikon, em Atenas. Este foi um dos primeiros centros improvisados na capital grega, quando o país começou a ter de lidar com a crise de migração.

Vários agentes bloquearam o acesso ao recinto, enquanto os cerca de 650 migrantes recolhiam os seus pertences e embarcavam em autocarros fornecidos pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) para a transferência.

De acordo com dados da polícia, citados pelos media locais, cerca de 500 refugiados serão transferidos para o campo de Tebas, a aproximadamente 70 quilómetros a noroeste de Atenas. Os restantes 150 serão distribuídos por diferentes centros de recolha ao redor da capital.

No entanto, existem migrantes e refugiados que preferem não abandonar o local, que se situa relativamente perto da capital, porque temem ficar demasiado isolados nos novos locais de colocação. De acordo com o “El Mundo”, em Hellenikon encontram-se negociadores da polícia, intérpretes e representantes da OIM a tentar convenceros mais renitentes.

O aeroporto, abandonado nos últimos 13 anos com a construção de um novo aeroporto, já albergou cerca de 3000 migrantes. A maioria vivia em condições precárias, que chegaram a ser criticadas por vários grupos de direitos humanos, mas também pelos próprios refugiados.

O aeroporto de Hellenikon acolheu instalações dos Jogos Olímpicos em 2004, e agora vai ser vendido a um consórcio internacional de empresas. O terreno compreende 620 hectares e destina-se a acomodar um projeto de reconstrução urbana, que inclui um complexo de habitações, hotéis, áreas comerciais e também uma área verde. Estima-se um investimento no valor de 7000 milhões de euros.

Aproximadamente 60 mil refugiados e migrantes encontram-se na Grécia, o principal ponto de entrada para todos os que tentaram entrar na União Europeia, no ano passado, desde que os países balcânicos fecharam as suas fronteiras.