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Juncker diz que a China também tem de abrir o seu mercado à Europa

STEPHANIE LECOCQ/EPA

“O mercado não pode apenas ser livre, tem que ser justo”, disse o presidente da Comissão Europeia dirigindo-se ao primeiro-ministro chinês, que está em Bruxelas a participar na cimeira União Europeia/China

O presidente da Comissão Europeia queixa-se das desigualdades existentes entre o mercado europeu e o chinês, incitando o primeiro-ministro chinês Li Keqiang a abrir mais o seu país ao investimento europeu. Jean-Claude Juncker falava esta manhã em Bruxelas, numa conferência de imprensa conjunta esta sexta-feira, em Bruxelas, no segundo e último dia da cimeira União Europeia-China.

“As empresas estrangeiras não são tratadas de forma justa na China”, afirmou Juncker, considerando que as dificuldades sentidas pelos europeus em investimentos no país têm vindo a agravar-se.

Falando em nome da abertura no comércio global, o presidente da União Europeia frisou que o “acesso ao mercado europeu contribuiu para a melhoria da economia chinesa”, sendo atualmente o mais importante local de investimento chinês, apelando a uma abertura reciproca: “O comércio não pode apenas ser livre, tem que ser justo”, salientando que “as regras têm de ser iguais para todos”.

Juncker referiu que atualmente 45% dos europeus “consideram a globalização uma ameaça”, considerando que a União Europeia e a China devem colaborar para criarem um clima de confiança e que ambos “têm uma obrigação de lutar por um mercado livre e justo”.

O líder europeu considerou que, no atual momento, a relação com a China é “mais importante do que nunca” e que o país “vai ser um parceiro crucial para o futuro”, frisando que os dois blocos estão alinhados na busca de soluções globais para questões como as mudanças climáticas ou a luta contra o ciberterrorismo. “Podemos erguer-nos pela Justiça do mundo”, afirmou.