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Última batalha de Mossul deverá ter lugar junto à mesquita medieval onde o Daesh declarou o califado

ALAA AL-MARJANI/REUTERS

Combatentes do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) isolaram as ruas junto à Grande Mesquita al-Nuri aparentemente preparando-se para a batalha final contra as tropas iraquianas, naquele que é o seu último reduto no país

Dezenas de guerrilheiros do Daesh foram vistos por residentes a posicionarem-se nas últimas 48 horas junto à mesquita medieval de Mossul, enquanto as ruas em redor foram isoladas, segundo refere a Al Jazeera.

“Os combatentes do Daesh sabem que a mesquita é o alvo mais importante e estão a preparar-se para travar aqui a grande batalha”, disse Hisham al-Hashemi, especialista sobre o Daesh que aconselha regimes do Médio Oriente, nomeadamente o iraquiano.

Os especialistas advertem que os combates junto à Grande Mesquita al-Nuri colocarão o edifício e o seu famoso minarete inclinado em risco.

A tomada de posição do Daesh junto à mesquita é uma opção estratégica e simbólica, uma vez que foi naquele local que o líder do Daesh declarou o califado em julho de 2014. Por outro lado, a concentração junto ao monumento surge em reação ao avanço das tropas iraquianas que estão a conseguir tomar as últimas bolsas de resistência na cidade.

A conquista de Mossul ao Daesh representará o fim do autoproclamado califado em território iraquiano, enquanto na Síria combatentes curdos apoiados pelos bombardeamentos da aviação norte-americana tentam derrotar os jiadistas que se encontram sitiados na cidade Raqqa, a capital do Daesh no país.

A reconquista de Mossul está a levar muito mais tempo do que o previsto, com o Daesh a usar os civis como escudos humanos. Cerca de 200 mil pessoas ainda se encontram a viver nas zonas de Mossul controladas pelos jiadistas.

Segundo a Al Jazeera, nos últimos dias os combatentes ordenaram a dezenas de famílias que viviam no distrito Zanjili que se mudassem para a Cidade Velha, impedindo que estas se escapem para junto das tropas iraquianas.