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Putin: “hackers russos patriotas” podem ter influenciado as eleições nos EUA

Thomas Peter/GETTY

“Os hackers acordam de manhã, leem as notícias e percebem que algo se passa ao nível das relações internacionais. E se forem patriotas, eles começam a fazer a sua contribuição”

Vladimir Putin admitiu esta quinta-feira que alguns hackers russos “patriotas” e “independentes” possam ter tentado manipular as eleições que deram vitória a Donald Trump. Trata-se de um recuo face às garantias dadas pelo Presidente russo após as eleições norte-americanas.

“Os hackers acordam de manhã, leem as notícias e percebem que algo se passa ao nível das relações internacionais. E se forem patriotas, eles começam a fazer a sua contribuição – que é correta, do seu ponto de vista – contra aqueles que falam mal da Rússia. Teoricamente, isso é possível. Não estamos a fazer isso ao nível estatal. Essa é a principal questão”, declarou o Presidente russo num encontro com editores de agências de notícias estrangeiras em São Petersburgo.

Putin lamentou que os serviços de informações norte-americanos acusem o Estado russo de ter influenciado o resultado das eleições, sem atribuir responsabilidades diretas no caso. O Presidente russo defendeu que o país está a ser vítima da “histeria anti-Rússia”: “Posso imaginar que alguém está a fazer isto propositadamente de forma a que a Federação Russa pareça ser a fonte daquele ataque informático. As tecnologias permitem isso, é muito fácil”, acrescentou.

Mas ainda que reconheça a possibilidade de piratas russos com “sentido patriótico” terem tentado influenciar o resultado eleitoral nos EUA, Putin disse acreditar que não terão alcançado o seu objetivo. “Estou profundamente convencido de que nenhum hacker consegue influenciar significativamente a campanha eleitoral noutro país”, concluiu.

Em janeiro, o FBI e CIA acusaram a Rússia de ter influenciado as eleições nos EUA, através de “hackers ligados ao governo russo” que teriam publicado milhares de e-mails da campanha de Hillary Clinton, do Partido Democrata. Moscovo tem sempre negado a sua intervenção no ciberataque.