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Internacional

Alemanha, França e Itália avisam: “Acordo de Paris não pode ser renegociado”

MANDEL NGAN/ Getty Images

Donald Trump garantiu estar disponível para negociar o Acordo de Paris. Em comunicado conjunto, Alemanha, França e Itália lembram que o documento aprovado em 2015 “é irreversível”

O Acordo de Paris “é irreversível”, garantem a Alemanha, França e Itália. Em comunicado conjunto, esta quinta-feira, após o anúncio oficial de que os Estados Unidos da América se iriam retirar do acordo, os três países consideram o documento “vital” e, por isso, não poderá ser renegociado.

“Consideramos que o documento gerado em dezembro de 2015 em Paris é irreversível e acreditamos firmemente que o Acordo de Paris não pode ser renegociado, uma vez que se trata e um instrumento vital para o nosso planeta, sociedades e economias”, lê-se no comunicado conjunto assinado pelo primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, pela Chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo Presidente francês, Emmanuel Macron.

Esta quinta-feira, depois de alguma especulação, a confirmação já esperada da saída dos EUA do acordo sobre o clima chegou. Em conferência de imprensa, na Casa branca, Trump justificou a decisão como forma de proteger o país, que, defendeu, “é prejudicado ao mais alto nível”. No entanto, disse que estar disponível para negociar “a reentrada no acordo de Paris, com termos que sejam mais justos”.

No comunicado assinado pelos três líderes, em que lamentam a saída dos EUA, é ainda defendido, contrariando as justificações apresentadas por Trump, que a implementação do acordo “oferece substanciais oportunidades económica para a prosperidade e crescimento dos países e numa escala global”.

“Mantém-se como uma pedra angular na cooperação entre países para e combater as alterações climáticas efetivamente e a tempo”, pode ainda ler-se no documento, que reforça o compromisso na rapidez de implementação do acordo.

O tratado internacional, acordado por 195 países representados na conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21), assume a necessidade de se reduzir o aumento global das temperaturas médias da atmosfera para atenuar o impacto das alterações climáticas no planeta. Para cumprir este fim é necessária uma redução substancial das emissões de gases de efeito de estufa (entre os quais o dióxido de carbono). Os EUA assinaram o acordo a 22 de abril de 2016, numa cerimónia oficial na sede da ONU, em Nova Iorque, onde mais 171 países ratificaram o documento (incluindo os 28 Estados-membros da União Europeia, os EUA, a China, a Índia, o Brasil e a Rússia).