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Principal mesquita de Manchester recusa fazer funeral de bombista

Christopher Furlong/GETTY

Porta-voz do templo alega que a atrocidade cometida por Salman Abedi vai contra a doutrina do Islão

A Mesquita Central de Manchester recusará fazer o funeral de Salman Abedi, apontado pelas autoridades como o responsável pelo atentado bombista de 22 de maio na cidade, que matou 22 pessoas.

Um porta-voz do templo, que é também um dos principais organizadores de funerais para a comunidade muçulmana naquela cidade do norte de Inglaterra, disse ao diário “The Times” que a atrocidade de Abedi era contra a doutrina do Islão.

De acordo com o jornal local “Manchester Evening News”, os restos mortais de Abedi estão atualmente guardados numa morgue fora da região metropolitana de Manchester e nunca estiveram nas mesmas instalações que os corpos das vítimas.

Uma fonte não identificada próxima da investigação disse que o corpo de Abedi é atualmente propriedade do juiz [coroner] que vai liderar o processo de investigação à sua morte, como acontece com todas as mortes inesperadas e suspeitas no Reino Unido.

Salman Abedi, de 22 anos, fez explodir uma bomba de fabrico artesanal que transportava numa mochila na zona pública do estádio Manchester Arena, no final de um concerto da cantora Ariana Grande, provocando a morte de crianças e adolescentes e ferindo 75 pessoas.

Abedi nasceu em Manchester no seio de uma família líbia, que tinha fugido da ditadura de Muammar Kadhafi, mas que entretanto regressou ao país.

Segundo a polícia, onze pessoas continuam detidas por suspeita de ligação ao atentado, mas a maioria das peças para fabricar o engenho explosivo terão sido adquiridas e montadas por Abedi, afastando o risco de mais atentados iminentes.