Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Lâmpada solar de 5 dólares pretende substituir a iluminação com querosene em África

Uma empresa de design britânica criou aquilo que apresenta como a “lâmpada solar mais acessível do mundo”. Vai custar cerca de 5 dólares (aproximadamente 4.45 euros) e quando completamente carregada terá uma funcionalidade de oito horas seguidas. A sua portabilidade permitirá que, para além de fonte de iluminação de uma habitação, possa também ser usada como lanterna ou farol de uma bicicleta

A Inventid, uma empresa de design do Reino Unido, criou em colaboração com o fabricante chinês Yingli e a Solar Aid, uma organização sem fins lucrativos, a "lâmpada solar mais acessível do mundo".

A SM100, nome atribuído à invenção, trata-se de uma lâmpada pequena, uma espécie de lanterna que pode ser transportada manualmente, usada como farol numa bicilceta ou ainda ser colocada sobre um suporte para que possa iluminar uma habitação. Uma vez completamente carregada, funciona durante oito horas seguidas.

Segundo avança a BBC, a empresa britânica projetou este aparelho com o objetivo de o vender por cerca de 5 dólares (aproximadamente 4.45 euros) em países africanos. O preço pretende ser acessível a qualquer pessoa, imesmo os mais carênciados.

Em África, as lâmpadas de querosene continuam a ser a única fonte de iluminação para cerca de 600 milhões de pessoas que vivem sem eletricidade, apesar do elevado preço do combustível e de implicarem um constante risco de incêndio.

Henry James, co-fundador da Inventid, explica, "o querosene mantém as famílias presas num ciclo de extrema pobreza, no qual quase um quarto das suas rendas mensais se destinam ao combustível para iluminação", "estamos a falar de partes do mundo onde as pessoas vivem com 350 dólares (cerca de 312 euros) por ano."

"Recolhemos informação sobre as rotinas familiares locais, as distribuições de habitação e condições ambientais. Ouvimos as aspirações e ideias de pessoas cujas experiências pessoais moldaram um produto co-criado na África", avança Henry James.

Uma vez desenhada e fabricada, a lâmpada SM100 foi testada por 9000 familias em Malawi, Uganda e Zâmbia. "Nunca ouvimos falar de um teste de vendas tão abrangente. Mas tinha de ser totalmente certo que as pessoas iriam adotar a luz e introduzi-la nas suas vidas, nas suas rotinas diárias".