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Internacional

Índia autoriza aborto a menina de 10 anos violada pelo padrasto

Apesar das leis restritivas em relação à interrupção voluntária da gravidez, o Supremo Tribunal da Índia autoriza menina de 10 anos a interromper a gravidez

A menina indiana de 10 anos que ficou grávida após ter sido repetidamente violada pelo padrasto, viu aprovado, nesta terça-feira, o seu pedido para interromper a gravidez.

Na última semana a mãe da menor apercebeu-se da situação e levou-a ao médico. Foi então confirmada a gravidez, de cerca de cinco meses, tendo a criança revelado ter sido violada várias vezes pelo padrasto, que a ameaçou para não contar nada a ninguém.

De acordo com a BBC, o pedido para a menor poder abortar foi solicitado pela mãe da menina, perante o Supremo Tribunal da Índia, que consultou um painel de médicos antes de tomar a decisão.

Depois da análise, o médico Ashok Chauhan, do Instituto de Ciências Médicas de Rohtak, declarou que existem dificuldades em estabelecer uma duração certa do tempo de gestação. Segundo Ashok Chauhan, a menor "está grávida de cerca de 20 semanas, mas podem ser 19 ou 21 semanas. A tecnologia não é avançada o suficiente para precisarmos".

De acordo com a lei do país, não é possível pôr termo a uma gravidez após as 20 semanas de gestação, a não ser que a vida da mulher esteja em risco.

Entretanto, a mãe apresentou queixa na polícia e o homem já foi detido.