Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Dezassete presos abatidos durante fuga na Papua-Nova Guiné

É terceiro caso em três anos de uma fuga de um grande grupo da prisão de Buimo. As autoridades advertem que 57 prisioneiros perigosos encontram-se a monte

Guardas prisionais abateram 17 prisioneiros que tentavam escapar da prisão de Buimo, na cidade de Lae na costa norte da Papua-Nova Guiné. Outros 60 conseguiram concretizar a fuga, mas três acabaram por ser recapturados, anunciaram esta segunda-feira as autoridades daquele país do Pacífico sul.

“Estes são indivíduos perigosos”, indicou o comando metropolitano da polícia de Lae. “A polícia antecipa um aumento de crimes graves na cidade”, acrescenta a nota deixada na sua página oficial no Facebook.

“A maioria daqueles que escaparam haviam sido capturados por crimes graves e estavam detidos a aguardar julgamento”, referiu o superintendente chefe Anthony Wagambie, aos media locais.

A fuga de um grande grupo desta sexta-feira é a terceira a ter lugar nos últimos três anos na prisão de Buimo, localizada a cerca de 320 quilómetros a norte da capital Port Moresby,

“Infelizmente estes incidentes, trágicos, acontecem com demasiada frequência na Papua-Nova Guiné havendo pouca responsabilização da polícia e das forças de segurança”, lamentou Kate Schuetze, investigadora da Amnistia Internacional, em declarações prestadas à agência Reuters.

Em fevereiro do ano passado, 11 prisioneiros foram mortos após um grupo de 30, que tentava fugir, ter atacado os guardas de Buimo.

Em 2015, um grupo de 55 escapou do estabelecimento prisional. Em 2013, numa outra fuga em grupo, um dos detidos foi morto e 44 outros fugiram.

A nova fuga traz de volta as críticas às condições existentes nas prisões sobrelotadas na Papua-Nova Guiné. A Austrália possui um dos seus dois centros de detenção para candidatos a asilo em ilhas do Pacífico sul, um dos quais na ilha de Manus, Papua-Nova Guiné. A falta de condições neste centro, com assistência médica inadequada e a proliferação de violência, tem sido denunciada por grupos de direitos humanos e pela ONU.

Em 2016 o Supremo Tribunal da Papua-Nova Guiné considerou o centro de detenção ilegal determinando o seu encerramento, algo que a Austrália se comprometeu a fazer até ao fim de 2017.