Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Trump apela a reforço das sanções contra a Coreia do Norte, após lançamento de novo míssil

Peça emitida pela televisão sul-coreana sobre o recente lançamento de míssil balístico pela Coreia do Norte.

JEON HEON-KYUN/EPA

Míssil foi lançado no sábado a partir da base norte-coreana de Kusong, a noroeste de Pyongyang. Além dos EUA, União Europeia, França, Rússia, Coreia do Sul e China reagiram ao sucedido

Helena Bento

Jornalista

Donald Trump, Presidente dos EUA, apelou este domingo ao reforço das sanções contra a Coreia do Norte, depois de ter sido disparado um novo míssil balístico, que caiu a 500 quilómetros da fronteira russa.

“Que esta nova provocação sirva como um apelo a todas as nações para que sejam aplicadas sanções mais fortes contra a Coreia do Norte”, lê-se num comunicado divulgado hoje pela Casa Branca. O míssil “caiu tão perto do território russo que o Presidente não consegue imaginar que a Rússia possa estar contente”, acrescenta o comunicado.

O míssil foi lançado no sábado, pelas 5h30 locais (21h30 em Lisboa), a partir da base norte-coreana de Kusong, a noroeste de Pyongyang (foi também a partir deste local que foi lançado, em fevereiro, outro míssil de médio alcance), e terá percorrido cerca de 700 quilómetros, de acordo com um representante do exército sul-coreano, em comunicado citado pela AFP. Segundo o Ministro da Defesa russo, o míssil caiu a 500 quilómetros da fronteira com a Rússia.

Em reação ao sucedido, a União Europeia fez saber, através de um seu representante, que o recente disparo representa “uma escalada desnecessária da tensão na região” e constitui “uma ameaça à paz e à segurança internacional”. Emmanuel Macron, o recém-eleito Presidente francês, apelou à Coreia do Norte que “comece imediatamente a cumprir as suas obrigações internacionais” e “desmantelaeo seu programa balístico e nuclear de uma forma completa, irreversível e verificável”, num comunicado citado pela Al-Jaazera.

Também a China e a Rússia reagiram ao lançamento do míssil. Segundo Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, Vladimir Putin e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, “discutiram em detalhe a situação na península coreana” durante um encontro em Pequim, tendo as duas partes exprimido a sua “preocupação face à escalada de tensão”. Já o recém-eleito presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-In, que se reuniu de emergência, este domingo, com os seus conselheiros de segurança para discutir os acontecimentos recentes, criticou e condenou o lançamento do míssil, que descreveu como “uma provocação insensata e um grave desafio à paz e segurança da península coreana e da comunidade internacional”.

O projétil ainda não foi identificado, mas a agência noticiosa sul-coreana Yonhap refere que se trata de um míssil balístico. O comunicado divulgado pela Casa Branca esclarece que a Coreia do Sul e os EUA “estão em vias de iniciar análises para recolher mais informações sobre o míssil”. Trata-se do segundo disparo, em cerca de duas semanas, levado a cabo pelo regime de Pyongyang. No total, a Coreia do Norte já conduziu dois testes nucleares e disparou vários mísseis desde 2016.