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Tempestade acalma na Coreia

Kim Jong-Un num comício com as forças armadas

KCNA

Diplomata norte-coreana admite conversações entre Pyongyang e Washington desde que existam “condições favoráveis”. Choe Son Hui também não excluiu o diálogo com o novo presidente da Coreia do Sul

A escalada de tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte parece diminuir de intensidade, com os dois países a mitigarem o tom das declarações. Depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, no início de maio ter elogiado o líder norte-coreano e admitir ser possível reunir-se com Kim Jong-un, chega agora a vez de Pyongyang responder da mesma forma.

“Vamos dialogar com os EUA se existirem condições”, afirmou este sábado Choe Son-hui, responsável pelos Assuntos Americanos no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, citada pela agência noticiosa sul-coreana Yonhap.

Choe Son-hui fez hoje escala em Pequim depois de um encontro na Noruega com um grupo de peritos norte-americanos liderado por Suzanne DiMaggio, diretora do Think America. Thomas Pickering, enviado especial dos EUA nas Nações Unidas, e Robert Einhorn, antigo conselheiro especial do Departamento de Estado dos EUA para o controlo da proliferação de armas nucleares, integraram também a delegação norte-americana.

Quanto à possibilidade de um diálogo com o recém-eleito presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, a diplomata norte-coreana respondeu aos jornalistas:“Vamos analisar a situação”. Moon Jae-in tomou posse esta terça-feira e no seu discurso afirmou a intenção de reatar as relações com Pyongyang.

As declarações de Choe Son-hui, uma das principais negociadoras da Coreia do Norte da questão nuclear, contrastam com a guerra de palavras entre os dois presidentes desde meados de abril, e com o clima de provocação seguido por Pyongyang, que no domingo passado prendeu um quarto cidadão norte-americano sob a acusação de actividades contra o Estado.