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Expresso

Internacional

G7 promete maior cooperação contra cibertaques

Cimeira do G7 em Bari, Itália

CIRO FUSCO/EPA

Os ministros das Finanças dos sete países mais industrializados do mundo (G7) vão aumentar a cooperação em matéria de cibersegurança e e comprometeram-se em não usar o mercado cambial para obter vantagens competitivas.

Os ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais dos EUA, Canadá, Japão, Reino Unido, França, Alemanha e Itália reunidos ontem e hoje na cidade italiana de Bari concentraram a sua atenção na cibersegurança, um tema que já constava na agenda do encontro quando ocorreram ataques informáticos que atingiram mais de 100 países esta sexta-feira.
“Temos um acordo que abrange vários assuntos...entre os quais a luta contra os crimes informáticos que, infelizmente, estão na atualidade”, comentou o ministro das Finanças italiano, Pier Carlo Padoan.

“Reconhecemos que os ataques cibernéticos representam uma ameaça cada vez maior para as nossas economias e que são necessárias um conjunto de respostas políticas apropriadas para o conjunto da economia”, lê-se no comunicado final da cimeira.

Porém, ao contrário do que aconteceu no ano passado, o comunicado final da cimeira de Bari não faz qualquer referência à luta contra o protecionismo, nem à defesa do comércio livre, refletindo a pressão dos EUA, onde Donald Trump tem criticado o comércio livre e adotado medidas protecionistas ao abrigo do seu lema de campanha “America First”.

EUA e Reino Unido definem estratégia contra pirataria informática


Os elementos do G7 vão reforçar a cooperação na luta contra a pirataria informática, tendo os Estados Unidos e o Reino Unido ficado com a tarefa de coordenar uma célula de reflexão para definir uma estratégia internacional de prevenção.

No comunicado, o G7 defende a necessidade de acções concertadas entre os países membros para identificar rapidamente as vulnerabilidades do sistema financeiro mundial e insiste na importância de medidas eficazes para avaliar a segurança informática das empresas financeiras.

O tema já constava da agenda quando esta sexta.feira ocorreu um ataque informático de grandes dimensões à escala internacional que atingiu principalmente empresas de telecomunicações e energia mas também a banca, segundo a multinacional de serviços tecnológicos Claranet.

Em Portugal, a empresa de energia EDP cortou os acessos à Internet da sua rede para prevenir eventuais ataques informáticos e garantiu que não foi registado qualquer problema, já a Portugal Telecom alertou os seus clientes para o vírus perigoso ('malware') a circular na Internet, pedindo aos utilizadores que tenham cautela na navegação na rede e na abertura de anexos no 'email'.

A Polícia Judiciária está a acompanhar e a tentar perceber o alcance do ciberataque que tem como alvo empresas, segundo o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime da PJ.
No Reino Unido foram reportados importantes problemas informáticos em Hospitais do serviço nacional de saúde.

Em Espanha, a multinacional de telecomunicações Telefónica foi obrigada a desligar os computadores da sua sede em Madrid, depois de detetar um vírus informático que bloqueou alguns equipamentos.