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Internacional

Turquia detém mais 57 suspeitos de ligações à tentativa de golpe de Estado

Após a tentativa de golpe de Estado contra Recep Erdogan, Ancara intensificou as detenções e despedimentos de funcionários públicos, professores, militares, juízes e polícias

YURI KOCHETKOV/EPA

Os detidos são antigos funcionários da bolsa de Istambul. Uma centena de mandados de prisão terá sido emitida, procurando as autoridades os suspeitos por alegadas ligações à tentativa de golpe de Estado do verão passado

As autoridades da Turquia detiveram esta sexta-feira 57 pessoas por alegadas ligações à tentativa de golpe de Estado do verão do ano passado, informou a agência noticiosa pró-governamental Anadolu.

As detenções efetuadas até ao momento ocorreram em seis províncias, numa operação que continua em curso, disse a agência.

Uma centena de mandados de prisão terá sido emitida, de acordo com a Anadolu.

As autoridades suspeitam que estes suspeitos estejam ligadas ao clérigo Fethullah Gülen, opositor do Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e acusado por Ancara de ter "orquestrado" a tentativa de golpe de Estado de julho do ano passado.

Fethullah Gülen, que se encontra exilado nos Estados Unidos desde 1999, negou firmemente as acusações.

O jornal Habertürk afirmou, no seu 'site', que os detidos são antigos funcionários da bolsa de Istambul, suspeitos de terem utilizado uma aplicação de mensagens encriptadas, a Bylock.

Para as autoridades turcas, esta aplicação era a ferramenta de comunicação entre os 'golpistas'.

O mesmo diário acrescentou que são também acusados de terem realizado transações em benefício do Asya, um banco com ligações a Fethullah Gülen. O Asya perdeu a licença após o golpe de Estado falhado.

Após a tentativa de golpe de Estado, Ancara intensificou as detenções e despedimentos de funcionários públicos, professores, militares, juízes e polícias acusados de apoiar o predicador.
Desde então, mais de 47 mil pessoas foram detidas e mais de 100.000 despedidas ou suspensas.