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Expresso

Internacional

Mais de 130 mortos em confrontos entre milícias na República Centro-Africana

Há pelo menos 137 mortos e a maioria das vítima é civil, segundo a Cruz Vermelha

Pelo menos 137 pessoas morreram, esta semana, em Basse-kotto, no sul da República Centro-Africana, na sequência de confrontos entre milícias, informam esta sexta-feira os media locais citando dados da Cruz Vermelha.

Rebeldes da UPC (União do Povo Centro-africano de Ali Ndarass, fação da antiga guerrilha Séléka de maioria muçulmana) e membros da milícia cristã anti-Balaka travaram, na terça e na quarta-feira, intensos combates que obrigaram cerca de 3 mil pessoas a procurarem refúgio numa igreja católica da zona.
Alguns moradores da área também abandonaram as suas casas e atravessaram a fronteira para se refugiarem na vizinha República Democrática do Congo (RDC).

A maioria das vítimas é civil, segundo a Cruz Vermelha.
Os confrontos entre milícias ocorrem na mesma semana em que um ataque, alegadamente das milícias anti-Balaka, contra uma caravana de 'capacetes azuis' da Missão da ONU no país (MINUSCA) fez cinco mortos.

O corpo do último soldado foi recuperado na quinta-feira.
A missão das Nações Unidas na RCA tem com mais de 12 mil soldados.

A MINUSCA conta, desde finais de janeiro, com um contingente português constituído por 160 militares – 156 do Exército, entre os quais 111 'comandos', e quatro da Força Aérea.

Outros 11 portugueses estão envolvidos na missão da União Europeia.

Um dos países mais pobres do mundo e considerado o pior em termos de desenvolvimento humano, a República Centro-Africana tem estado, nos últimos três anos, mergulhada na violência, depois da deposição do antigo Presidente François Bozizé pelos rebeldes Séleka.

Há um ano, o país realizou eleições democráticas, e Faustin Archange Touadera assumiu a presidência com um mandato para liderar a transição para a paz, reunindo a maioria dos grupos armados nesse processo, mas grande parte do país permanece fora do controlo do Governo.