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Daesh perde cidade síria de Tabqa

REUTERS

As Forças Democráticas Sírias anunciaram que controlam na totalidade a cidade de Tabqa e uma barragem adjacente, pontos estratégicos para a reconquista de Raqqa, último bastião do grupo terrorista na Síria

A cidade síria de Tabqa foi recuperada por uma aliança liderada pelos EUA e apoiada por combatentes do curdistão sírio e outros militares árabes.

Segundo notícia avançada pela Al Jazeera, as Forças Democráticas Sírias (SDF) dizem que controlam desde quarta-feira a cidade que fica situada numa zona estratégica no acesso a Raqqa, bem como uma barragem estratégica nas proximidades, resgatadas ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). A zona estava, há um mês, debaixo de intensos combates e ataques aéreos da coligação liderada pelos EUA.

“As nossas forças controlam quer a barragem quer a cidade de Tabqa”, informou Jihan Sheikh, porta-voz do grupo curdo Ghadab al-Furat.

Este grupo que combate ao lado das SDF lançou uma campanha em outubro de 2016 para retomar a cidade de Raqqa ao Daesh, a capital de facto dos jiadistas no norte da Síria.

As notícias da captura desta cidade também já foram confirmadas pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos, através das suas fontes no terreno.

A recaptura de Tabqa e da barragem adjacente pretende ser uma operação-chave para ajudar as forças coligadas na conquista da autoproclamada capital do Daesh na Síria: Raqqa. Com a perda de Tabqa, o Daesh perde o controlo sobre todas as áreas urbanas na estrada oriental para Raqqa.

Na segunda-feira, o Presidente americano Donald Trump tinha autorizado o envio de armamento para as Unidades de Proteção Popular no Curdistão Sírio (YPG), para ajudar as milícias curdas a retomarem Raqqa ao Daesh.

Raqqa está nas mãos do Daesh desde janeiro de 2014. Em agosto do mesmo ano, os jiadistas capturaram também uma base aérea do Governo sírio, situada 45 quilómetros a oeste de Raqqa, base essa que perderam para as Forças Democráticas Sírias no mês passado.

Os ataques consecutivos na região têm afetado fortemente as populações sírias, que não veem um fim para uma guerra que entra agora no seu sétimo ano. Há pelo menos 39 mil recém-deslocados para o campo de refugiados de Jib Al-Shaair, em Raqqa, onde quatro em cada cinco pessoas vivem em condições desumanas e dormem ao relento, denunciam as Nações Unidas.

Desde março de 2011, perto de meio milhão de pessoas perderam a vida e mais de 12 milhões de sírios - metade da população antes da guerra - foram obrigados a abandonar as suas casas.