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Ativistas pró-democracia acusam Hong Kong de querer impedir protestos durante a visita do Presidente chinês

Concentração no Victoria Park, em 2015

ISAAC LAWRENCE/GETTY

Este ano as autoridades não autorizam a realização da habitual concentração no Parque Victoria, símbolo das manifestações contra o domínio chinês

Ativistas pró-democracia em Hong Kong acusam as autoridades de tentar impedir os cidadãos de se manifestar, depois de este ano lhes ter sido negada a autorização para a realização do tradicional desfile no Parque Victoria, algo que acontece desde 2004. O objetivo, dizem, é anular eventuias protestos por ocasião da visita do Presidente chinês, Xi Jinping, que se desloca à região para assinalar os 20 anos da devolução da colónia britânica à China.

Desde que Hong Kong voltou a ser domínio chinês, a 1 de julho de 1997, os manifestantes usam a data para se concentrarem nas ruas, em marchas anuais, que passaram a ter como local de partida o jardim público de 19 hectares conhecido como Victoria Park.

Este ano não vai ser possível. Em vez disso, a autorização para usar o espaço foi concedida a um grupo pró-Pequim, chamado Hong Kong Celebrations Association, para que ali realizem um evento destinado a celebrar a entrega da colónia.

“É claramente uma decisão política”, reclama Claudia Mo, uma legisladora pró-democracia, citada pelo “Guardian”.

Ao “South China Morning Post”, o presidente do grupo que recebeu a autorização limitou-se a considerar que os manifestantes pró-democracia podem sempre escolher “outro lugar”.

Pequim ainda não confirmou oficialmente a visita de Xi Jinping, mas em Hong Kong a deslocação é dada como certa. Correm rumores de que ficará três dias na cidade, entre 29 de junho e 1 de julho.