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Teto de túnel de armazém de resíduos nucleares colapsa nos EUA

Jeff T. Green/GETTY

Acidente aconteceu esta terça-feira na central nuclear de Hanford, no estado de Washington. “Não há indícios de fuga radioativa”, afiança o ministério norte-americano da Energia

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Um troço de um túnel subterrâneo usado para armazenar materiais radioativos usados na central nuclear de Hanford, localizada a cerca de 200 quilómetros de Seattle, nos EUA, colapsou esta terça-feira. O acidente obrigou ao confinamento temporário de centenas de trabalhadores, segundo o jornal norte-americano “The Washington Post”.

As medidas de segurança foram de imediato ativadas e o departamento de Estado da Energia (equivalente a ministério) garante “não haver indícios de libertação de contaminação radiológica”.

O túnel que colapsou foi construído nos tempos da Guerra Fria para transportar os resíduos da produção de plutónio oriunda dos reatores da central integrada no programa de armamento nuclear dos EUA. A central estava desativada desde 1980 e o programa de limpeza do complexo teve início em inícios da década de 90 do século XX.

“Apesar de aparentemente não ter havido fuga radioativa, este acidente tem uma gravidade descomunal e mostra os imponderáveis que estão ligados a centrais nuclear e armazéns de resíduos nucleares”, sublinha António Eloy, coordenador do Movimento Ibérico Antinuclear (MIA).

O grupo luso-espanhol de ctivistas tem-se batido pelo fecho da central nuclear de Almaraz e pela não construção do armazém de resíduos radioativos, aprovado pelo Governo espanhol a cerca de 100 quilómetros da fronteira portuguesa.