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Russos dizem que afastamento do diretor do FBI é “assunto interno” dos Estados Unidos

RUSSIAN FOREIGN MINISTRY HANDOUT

“Trata-se de um assunto absolutamente interno dos Estados Unidos, uma decisão soberana do Presidente norte-americano e que não teve, nem deve ter, nada a ver com a Rússia”, declarou esta quarta-feira aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov

O Kremlin considera que o afastamento do diretor do FBI James Comey pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, é um "assunto interno" dos Estados Unidos, mas espera que este "não afete" as relações bilaterais.

A Casa Branca anunciou na terça-feira que Trump tinha demitido Comey, o diretor do FBI (polícia federal e serviços secretos internos dos Estados Unidos) que tinha posto em marcha uma investigação às eventuais relações entre a equipa de campanha eleitoral do Presidente e o Governo da Rússia.

Na prática, a Rússia é acusada de influenciar as eleições presidenciais de novembro de 2016, ao ter – entre outras ações – divulgado milhares de e-mails da candidata democrata, Hillary Clinton.

"Trata-se de um assunto absolutamente interno dos Estados Unidos, uma decisão soberana do Presidente norte-americano e que não teve, nem deve ter, nada a ver com a Rússia", declarou aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A decisão do Presidente norte-americano suscitou uma onda de indignação entre os representantes do Partido Democrata e entre os colunistas de opinião na imprensa norte-americana.

O Partido Democrata chegou mesmo a comparar o episódio à tentativa de encobrimento feita pelo presidente Nixon no caso Watergate.

"Esperemos que [este afastamento de Comey] não tenha qualquer impacto" nas relações entre Rússia e Estados Unidos, acrescentou Peskov.

O despedimento surpresa do diretor do FBI – algo que só aconteceu mais uma vez na história dos Estados Unidos – aconteceu um dia antes de Donald Trump receber na Casa Branca o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, que esta quarta-feira, ao passar pelos jornalistas antes de reunir-se com o chefe de Estado norte-americano considerou este caso uma “piada”.