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Internacional

Reduzir o peso do Estado, liberalizar a atividade das empresas e outros pontos do programa económico de Macron

Benoit Tessier / Reuters

Confira as principais medidas que constam do programa do Presidente eleito francês, Emmanuel Macron

O programa económico de Emmanuel Macron visa reduzir o peso do Estado na economia e liberalizar a atividade das empresas. O programa, segundo analistas da consultora de previsões económicas Oxford Economics, “tem potencial para aumentar a dinâmica económica a curto e a longo prazo e para aumentar a competitividade das exportações francesas”. Segue-se uma lista com alguns dos pontos-chave do programa de Macron para as empresas, elaborada pela agência France-Presse.

Horário de trabalho

Macron pretende manter o horário legalmente fixado, de 35 horas semanais, mas dar margem aos patrões e aos sindicatos para negociarem adaptações.

Desemprego

Elevado em França, com uma taxa oficial de 9,7%, Macron pretende combatê-lo com um reforço da formação e aprendizagem, prometendo por exemplo "formar um milhão de jovens e um milhão de pessoas à procura de emprego pouco ou não qualificadas e atualmente sem perspetivas".

Empresas

O futuro Presidente prometeu reduzir encargos com os salários mais baixos, substituir certas ajudas públicas às empresas por outras reduções de encargos e baixar os impostos aplicados às empresas de 33,3% para 25%, a média europeia, para que as empresas utilizem esses fundos em investimentos e contratações.

Despesa pública

Macron prevê reduzir 120.000 postos de trabalho na função pública e cortar 60 mil milhões de euros (55% do PIB) de despesa pública em cinco anos. A despesa pública corresponde a mais de metade do PIB de França -- 57% em 2015, segundo a OCDE -, um nível comparável ao da Finlândia, mas superior ao dos Estados Unidos (37,7%), Reino Unido (42,8%) ou Alemanha (44%).

Investimento público

Macron promete investir 50 mil milhões, financiados através de endividamento, na transição ecológica, formação, agricultura e transportes, entre outros. O recurso ao endividamento público, defende, permite aproveitar "taxas de juro que se mantêm historicamente baixas", com as quais "o Estado pode pedir emprestado a uma taxa sensivelmente inferior à taxa de crescimento económico", evitando "o círculo vicioso do endividamento".

Finanças públicas

O Presidente eleito afirma poder reduzir o défice público para 1% do PIB em 2022 (em 2016 foi 3,4% do PIB) e a dívida pública para 93,3% (em 2016 foi 96%).