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Internacional

Líder do Daesh no Afeganistão morto em ataque dos EUA com drone

Operação especial conjunta das forças norte-americanas e afegãs decorreu no província de Nangarhar, a 27 de abril

O líder do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) no Afeganistão, Abdul Hasib, morreu numa operação especial liderada pelas forças afegãs com o apoio aéreo dos Estados Unidos, há dez dias. A informação foi avançada pelo gabinete do Presidente afegão, Ashraf Ghani, este domingo, confirmando as suspeitas do Pentágono no rescaldo desse ataque.

A operação teve lugar em Nangarhar a 27 de abril, quase duas semanas depois de as forças norte-americanas terem usado a "mãe de todas as bombas", a mais poderosa bomba convencional do Exército norte-americano, num ataque destinado a destruir um sistema de túneis alegadamente usado pelos militantes do Daesh naquela província afegã.

Hasib terá orquestrado uma série de ataques recentes em solo afegão, nomeadamente um atentado contra um hospital militar em Cabul que provocou mais de 30 mortos no início de março, entre eles médicos e doentes. "Esta operação conjunta de sucesso representa mais um passo importante na nossa campanha implacável para derrotar [os jiadistas]", declarou o general John Nicholson, comandante das forças dos EUA no Afeganistão.

O comunicado, citado pelo "The Guardian", seguiu-se ao anúncio do gabinete de Ghani e nele o Pentágono explicou que foi Hasib quem ordenou o ataque de 8 de março contra o principal hospital militar de Cabul, executado por um grupo de militantes que se disfarçaram de médicos.

O Daesh chegou ao Afeganistão e ao Paquistão em 2015, quando declarou a instalação da autoproclamada província Khorasan na região, levando a cabo sucessivos ataques desde então. Em julho de 2016, um desses ataques, executado por um bombista suicida, provocou cerca de 80 mortos na capital afegã.

Três meses depois, dois ataques semelhantes durante o festival religioso de Ashura culminaram na morte de cerca de 30 pessoas e, em novembro, um ataque contra uma mesquita de Cabul vitimou mais de 30 civis. O Daesh também reivindicou o atentado suicida contra o Supremo Tribunal afegão que, em fevereiro, matou 20 pessoas na capital afegã.