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Facebook vai combater “notícias falsas” nas legislativas no Reino Unido

Chris Jackson/GETTY

Empresa de Mark Zuckerberg considera que é necessário garantir um maior controlo das informações partilhadas na rede social

O Facebook anunciou esta segunda-feira que vai ajudar a combater as notícias falsas durante as eleições legislativas no Reino Unido, marcadas para 8 de junho. Após ter iniciado o cerco às fake news em novembro, durante as presidenciais americanas – na sequência de acusações de ter beneficiado Donald Trump com a divulgação de notícias falsas –, a rede social vai tomar medidas concretas para evitar o mesmo cenário em terras de Sua Majestade.

Entre outras medidas, a empresa de Mark Zuckerberg vai lançar um sistema de verificação de factos e deixar de promover publicações que dão sinais de que “não contêm informações plausíveis”, analisando as fontes do autor de forma a confirmar se são credíveis. Antes disso, porém, o Facebook irá eliminar dezenas de milhares de perfis falsos.

A partir desta segunda-feira, começaram também a ser divulgados anúncios nos jornais com dicas para travar a propagação de notícias falsas, conta o diário “The Guardian”. Por último, o Facebook irá cooperar com a Full Fact, uma agência britânica independente de verificação de factos, que trabalhará diretamente com os meios de comunicação com vista a combater os rumores e as notícias falsas durante o período da campanha e das próprias legislativas.

Zuckerberg afirmou, em novembro, que o Facebook não pretende desincentivar as pessoas a emitirem opiniões, nem assumir-se como “árbitro da verdade”, no entanto, é vital assegurar um maior controlo das informações partilhadas na rede social. Na altura, o fundador da rede social anunciou sete medidas para combater as notícias falsas a nível global.

Foi no mês passado que Theresa May decidiu convocar eleições antecipadas para o próximo dia 8 de junho. A primeira-ministra conservadora procura obter o apoio inequívoco dos cidadãos às negociações do Brexit. Invocado o artigo 50 do Tratado de Lisboa em março último, há dois anos para negociar a saída da União Europeia.