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Sondagens dizem que Macron está a caminho do Eliseu

PASCAL PAVANI/GETTY

Caso se confirmem as projeções, Macron abrirá este domingo a porta do Palácio do Eliseu com uma vantagem folgada de entre 23 a 26 por cento face a Marine Le Pen. Será um final feliz para a primeira batalha, a que se segue a missão difícil de tentar garantir uma maioria parlamentar já em junho, nas legislativas francesas

Mais que intensa, foi uma campanha tumultuosa, a que não faltaram escândalos nem surpresas, e que culminou com os franceses a terem de escolher entre o caminho proposto pela Frente Nacional ou a colocarem no Eliseu um centrista pró-União Europeia - mesmo que, em muitos casos, a motivação para o voto em Macron seja simplesmente travar Marine Le Pen.

Até ao encerramento das urnas, os cenários assentam em previsões. E são estas, com base nas pesquisas de opinião, que dão vantagem ao ex-ministro da Economia, de 39 anos, que se propõe ultrapassar a clássica divisão entre esquerda e direita. Se estas estiverem certas, Emmanuel Macron fará logo à noite o discurso da vitória, conquistada com uma margem confortável: as projeções falam em 23 a 26 pontos percentuais acima de Le Pen.

As previsões não falharam na primeira volta das presidenciais, no mês passado, e, como destaca a Reuters, os mercados têm reagido bem à crescente liderança atribuída a Macron, sobretudo após o último debate televisivo, num duro frente-a-frente com a sua opositora.

Para a história, fica uma campanha em que se viu um pouco de tudo, incluindo os favoritos a abandonarem a corrida. Já lá vai. Este domingo os franceses determinam qual o caminho para o seu país, na certeza que nenhum resultado garante paz imediata à vista. No próximo mês a França torna a ir a votos, numas eleições legislativas igualmente cruciais.

Caso vença, e com os representantes dos partidos tradicionais do poder afastados da presidência pela primeira vez, Macron precisa de garantir uma maioria parlamentar para presidir e governar (em França é o chefe de Estado que preside ao Conselho de Ministros e que tem nas suas mãos todas as chaves do poder).

Estamos a algumas horas de conhecer a quem passará François Hollande o testemunho. Às 20 horas locais (19h em Lisboa), já com as urnas encerradas, são esperadas as primeiras estimativas oficiais.