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Em direto: “Esta noite é a Europa e o mundo que nos olham”

Jovens apoiantes de Macron celebram a sua vitória no centro de Paris

Aurelien Meunier / GETTY IMAGES

O ex-banqueiro e ex-ministro, que será o novo Presidente francês, chegou ao átrio do Museu do Louvre ao som do “Hino da Alegria”, composto por Ludwig Van Beethoven e adotado pela União Europeia. No seu discurso, declarou: a Europa e o mundo esperam que “tragamos uma nova esperança de um mundo mais seguro, de liberdades defendidas, de mais justiça, de mais ecologia”

01h05 Terminamos aqui o acompanhamento ao minuto das eleições presidenciais em França. Obrigado por ter ficado connosco. Au revoir!

01h01 Já estão 100% dos votos contabilizados. Emmanuel Macron arrecadou 20.703.631 votos (66,06%) contra 10.637.183 franceses (33,94%) que este domingo preferiram a candidata Marine Le Pen. A abstenção situou-se no 25,38%. Cerca de 8,5% dos eleitores votaram em branco e 3% dos votos foram nulos.

00h38 Também os meios de comunicação internacionais dão destaque à vitória do independente Emmanuel Macron sobre a candidata de extrema-direita Marine Le Pen.

00h29 Veja aqui as capas dos jornais franceses desta segunda-feira, nas quais a vitória do candidato independente surge em grande destaque.

00h11 O próximo desafio para Emmanuel Macron será daqui a seis semanas, nas legislativas, importantes para o Presidente que necessita de apoio parlamentar. E já existem sondagens para o próximo mês, que - antes de serem conhecidos os resultados deste domingo - davam uma ligeira vitória para o movimento “En Marche!” (“Em Marcha”), de Macron. As sondagens realizadas pela Kantar concluem, no entanto, que existem 46% de indecisos, que não sabem em que partido irão votar.

23h55 Como sublinhou Macron no discurso de vitória, os olhos do mundo e da Europa estão postos em França. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, felicita Macron e recorda “a histórica e amena relação entre o Canadá e a França”. Na Irlanda, o primeiro-ministro Enda Kenny saúda “o resultado impressionante” e “o sinal de confiança no futuro da União Europeia”. Já o sueco Stefan Lofven realçou que esta noite representa “a vitória do povo francês e da cooperação europeia”, trazendo consigo “novas oportunidades” para “fortalecer a UE”. Também a antiga candidata às presidenciais norte-americanas Hillary Clinton sublinhou, com algum sarcasmo: “Derrota daqueles que interferem com a democracia (mas os media dizem que não posso falar sobre isso).”

23h36 Tal como em França, em Portugal a participação da comunidade francesa foi inferior que na primeira volta, onde 3.336 franceses votaram em Lisboa. Este domingo foram às urnas em Lisboa cerca de três mil. Os resultados do Porto ainda não são conhecidos.

23h10 O mapa da contabilização dos votos, segundo o Ministério do Interior francês: à 00h francesas (23h em Lisboa) 93% já tinham sido contados. É visível a vitória do ex-banqueiro e ex-ministro, com 65,05% dos votos contra 34,95% dos votos em Marine Le Pen.

23h09 O antigo primeiro-ministro francês Manuel Valls também saudou o candidato independente pela sua vitória. E recorda que “é necessário construir uma maioria presidencial ampla e coerente na Assembleia”.

23h05 O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, considerou a eleição de Macron “uma inspiração para a França e para a Europa”. O francês tinha-se afirmado favorável a uma reestruturação da dívida grega. Na semana passada, o ex-ministro grego das Finanças Yanis Varoufakis apelou ao voto em Macron, “o único ministro” europeu que ajudou a Grécia durante a crise da dívida. Há, porém, quem pense que a situação em Paris e Atenas não é assim tão contrastante...

22h59 O atual Presidente da República, François Hollande, felicitou “calorosamente” o seu sucessor. “A sua grande vitória confirma que uma grande maioria dos nossos concidadãos quiseram reunir-se em torno dos valores da República e marcar a sua ligação à União Europeia e à abertura de França ao mundo”, sublinhou em comunicado.

22h44 Com 86% dos votos contados, Macron tem 64% e Marine Le Pen 35,72%, segundo a contagem divulgada pelo Ministério do Interior francês. Em número de votos, são cerca de 18 milhões de votos para o independente e 10 milhões para a candidata de extrema-direita.

22h29 Os resultados das eleições de França segundo a idade, categoria social, estudos e rendimento das famílias, segundo o instituto francês Ipsos. A diferença entre o número de votos em Macron e Marine, com vantagem para o primeiro, é mais acentuada nos eleitores com rendimentos familiares mais elevados e com maior formação académica.

22h26 O Ministério do Interior francês disponibilizou uma nova atualização da contagem dos votos destas eleições, às 23h, onde já é visível a vitória do candidato independente.

22h18 Também em língua portuguesa, o Presidente do Brasil, Michel Temer, já felicitou Emmanuel Macron pela vitória.

22h12 Em Lisboa, já se ouviram algumas reações político-partidárias ao resultado das presidenciais em França. O Partido Socialista considerou a eleição de Emmanuel Macron uma vitória “contra o populismo, o nacionalismo e a xenofobia” e um apoio da França ao projeto europeu. No mesmo sentido, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considerou “um novo passo dado no sucesso da integração europeia”, conveniente para Portugal. O Partido Social Democrata qualificou a vitória de Macron “o resultado mais favorável ao interesse de Portugal como parceiro e aliado da França” e alertou para a necessidade de não se subestimar a votação de Marine Le Pen. Preocupada com a “consolidação da extrema-direita”, a eurodeputada Marisa Matias (Bloco de Esquerda) realçou que o movimento França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon, que apoiou, foi o que mais contribuiu, em votos reais, para a vitória de Macron.

22h08 E o novo Presidente remata assim o seu discurso: “Meus amigos, vou servir-vos com humildade, com força, em nome da nossa divisa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Vou servir-vos com amor. Viva a República! Viva a França!”

22h03 Moralizar a vida pública, defender “a vitalidade democrática”, defender a economia, “refundar a Europa ” e “garantir a segurança de todos os franceses” são algumas das necessidades apontadas pelo novo Presidente. “Esta noite ganhámos um direito que nos obriga. Vocês escolheram a audácia e nós mantê-la-emos. Porque é isso que a Europa e o mundo esperam de nós.”

22h01 Sem esquecer os desafios que o esperam (por várias vezes repetiu a frase “a tarefa que nos espera é imensa”), Macron recorda a necessidade de começar “a construir uma verdadeira maioria” já a partir de amanhã. “Construiremos a partir de amanhã uma maioria forte, de mudança que o país precisa e merece. É o que espero de vocês daqui a seis semanas.” As eleições legislativas serão o próximo teste para o movimento En Marche!, de Macron, que necessita de apoio parlamentar.

21h51 “Esta noite é a Europa e o mundo que nos olham”, declarou Emmanuel Macron no seu discurso, acrescentando que a Europa e o mundo “esperam que nós possamos defender em toda a parte o espírito das luzes, as liberdades, que protejamos os oprimidos”. E ainda que “tragamos uma nova esperança de um mundo mais seguro, de liberdades defendidas, de mais justiça, de mais ecologia.”

21h45 O candidato independente, apontado como novo Presidente de França, agradece a confiança aos que votaram em si, mas deixa também uma palavra aos “franceses que votaram apenas para defender a República contra o extremismo”. E acrescenta: “Sei que temos diferenças e respeitá-las-ei, mas manter-me-ei fiel perante o meu compromisso. Defenderei a republica!” E não esquece os franceses que votaram em Marine Le Pen. “Eles expressaram a cólera. Farei tudo durante os próximo cinco anos para que eles não tenham mais razões para votar pelos extremos.”

21h40 Macron chegou ao átrio do Museu do Louvre, ao som do “Hino da Alegria”, composto por Ludwig Van Beethoven e adotado pela União Europeia. Já começou a discursar. “Muito obrigado meus amigos por estarem aqui esta noite. Esta noite ganhámos, a França ganhou.”

21h35 “A batalha da Frente Nacional é evitar que Macron tenha as mãos totalmente livres para dirigir o país.” As palavras são de Marion Maréchal Le Pen, deputada da Frente Nacional e sobrinha de Marine Le Pen, que apelou a “uma reflexão” sobre a estratégia da Frente Nacional.

21h26 O Ipsos mostra uma análise interessante sobre a forma como 'migraram' os eleitores que votaram na primeira volta das eleições em França.

20h51 Segundo o Ipsos, Macron foi “o mal menor” para cerca de 43% dos eleitores. Esta foi a percentagem de eleitores que votaram no independente para afastar Marine Le Pen. Considerando as abstenções e votos nulos, apenas 44% dos eleitores votaram em Macron.

20h50 Os desafios para Macron ainda não terminaram. Segundo as estimativas do instituto Ipsos, apenas 39% dos eleitores gostariam que o novo Presidente tivesse maioria absoluta no Parlamento depois das legislativas, no próximo mês.

20h34 O antigo primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, mostra-se aliviado com o resultado. “A vitória de Macron escreve uma extraordinária página de esperança para a França e para a Europa”, diz.

20h29 Fã confesso do Twitter, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu a esta rede social para felicitar Macron. “Parabéns a Emmanuel Macron pela sua grande vitória hoje como próximo Presidente de França. Estou ansioso por trabalhar com ele!”

20h28 Também a Grande Mesquita de Paris felicitou, em comunicado, a “eleição brilhante” e o próximo Presidente (segundo adiantam as sondagens), apelidando-o de “ímpeto nacional escolhido” pelos eleitores. Para os muçulmanos franceses, este é um “sinal de esperança” e da “coexistência” dos valores “republicanos humanistas, patriotras, democráticos e laicos”. E é também o “sinal de uma França reconciliada com todas as suas componentes espirituais e religiosas”, que respondeu “pela unidade em detrimento da divisão”.

20h26 Assista ao discurso de Marcon na íntegra no vídeo abaixo, partilhado na conta oficial de Twitter do Presidente eleito.

20h22 Jean-Luc Mélenchon, candidato da França Insubmissa (esquerda), felicita Macron mas deseja, depois da escolha “pela negativa” que foi travar a extrema-direita, uma escolha “pela positiva” nas legislativas de 11 e 18 de junho. Pede apoio a todos “os que se reconhecem no humanismo ecológico e social”. Recorde-se que Mélenchon ficou em quarto lugar na primeira volta das presidenciais, com 19,58%, atrás de Macron (24%), Le Pen (21,3%) e do aspirante da direita François Fillon (20%).

20h15 Marcelo Rebelo de Sousa já felicitou o próximo chefe de Estado francês pela sua “histórica eleição”. Numa mensagem enviada para Paris e publicada no sítio da Presidência da República, o Presidente português defendeu que a eleição de Macron “representa uma vitória para a França e para a Europa, e igualmente uma vitória da Democracia e do Estado de Direito. Uma vitória dos mais elementares valores da Liberdade, Igualdade e Fraternidade que fizeram da França uma referência no Mundo. Valores que alimentaram o rasgo de intelectuais portugueses e que serviram de farol a inúmeros emigrantes portugueses, que em épocas de maior privação, escolheram França como seu destino”, disse, recordando a França como pátria de adoção de milhões de portugueses. “Registo com apreço o acolhimento então sentido, a hospitalidade e a determinação das autoridades francesas em promover uma adequada integração.”

20h11: Comentário relevante é também o do Grande Rabino de França, Haïm Korsia, que saúda “o triunfo dos valores republicanos” e os franceses“que se mobilizaram para barrar a extrema-direita”. Em comunicado, sublinha que os “votos expressos” a favor de Marine Le Pen ddevem representar um apelo que os responsáveis políticos “devem considerar”, uma vez que representam, “com gravidade, o grito de desespero e de cólera dos eleitores”.

20h10 Enaltecendo os valores europeus, Macron promete ao mundo zelar pela paz, cooperação internacional, combate ao aquecimento global e luta “sem trégua” contra o terrorismo. Pede, ainda, a “moralização da vida pública”. “Nenhum obstáculo me deterá”, garante, para dizer que o futuro melhor se constrói com base em “trabalho, escola e cultura”. Também felicita o seu antecessor, François Hollande, pelos cinco anos que dedicou ao país.

20h08 O Presidente eleito promete ouvir aqueles a quem a ira levou a votar nos extremos e promete cuidar da segurança e da união do país. “Somos herdeiros de uma grande história e de uma mensagem humanista”, recorda.

20h05 Macron exprime “profunda gratidão” a quem nele votou, mas quer dirigir-se a “todos os cidadãos” de França. Diz que não lhe escapam as dificuldades económicas, sociais e morais que o país enfrenta e saúda Marine Le Pen.

20h03 A primeira-ministra britânica, Theresa May, sublinhou a aliança próxima entre França e o Reino Unido. “A França é um dos nossos aliados mais próximos e vamos procurar trabalhar com o novo Presidente num vasto leque de prioridades políticas.”

20h Uma hora após saber-se vencedor, Emmanuel Macron prepara-se para discursar no Louvre.

19h54 A chanceler alemã, Angela Merkel, também já se congratulou com a vitória anunciada do candidato independente francês, através de um porta-voz. Para Merkel, a vitória de Macron é “a vitória de uma Europa forte e unida e da amizade franco-alemã”.

19h49 Para o primeiro secretário do Partido Socialista francês, Jean-Christophe Cambadélis, o resultado é “desorientador e até inquietante”. Não pela vitória de Macron, que Cambadélis apoiara para “travar o surto nacionalista”, mas porque “apesar da ameaça, muitos escolheram um boletim branco ou nulo” (12%, segundo as projeções). Segundo o socialista, “ninguém pode ficar satisfeito com isso”. Afirmou, ainda que “ninguém pode desejar o fracasso do quinquénio que agora se abre”.

19h45 “Uma nova página da nossa história abre-se esta noite”, reagiu Emmanuel Macron à agência France Presse, o candidato dado como próximo Presidente francês. “Quero que seja a da esperança e a da confiança reencontradas.”

19h41 O presidente da Comissão Europeia, Jean Claude-Juncker, felicita Emmanuel Macron através de uma carta partilhada na conta de Twitter da Comissão Europeia. “Rejubilo com o facto das ideias que defende de uma Europa forte e progressista, que protege todos os cidadãos.”

19h49 Para o primeiro secretário do Partido Socialista francês, Jean-Christophe Cambadélis, o resultado é “desorientador e até inquietante”. Não pela vitória de Macron, que Cambadélis apoiara para “travar o surto nacionalista”, mas porque “apesar da ameaça, muitos escolheram um boletim branco ou nulo” (12%, segundo as projeções). Segundo o socialista, “ninguém pode ficar satisfeito com isso”. Afirmou, ainda que “ninguém pode desejar o fracasso do quinquénio que agora se abre”

19h40 François Hollande felicitou “calorosamente” o seu sucessor. Num comunicado, o ainda Presidente da República afirma ter telefonado a Emmanuel Macron para transmitir “votos de sucesso” para França. Segundo o chefe de Estado cessante, o primeiro na V República a não concorrer à reeleição, o resultado desta noite “confirma que uma grande maioria dos nossos concidadãos quiseram reunir-se em torno dos valores da República e marcar o seu apelo à União Europeia, bem como à abertura da França ao mundo”. Para o homem que abandona o palácio do Eliseu dentro de dias, o “maior desafio é reunificar e construir, para prosseguir o caminho da França rumo ao progresso e à justiça social”. A vitória de Macron pode, ainda assim, ser vista como um consolo para o impopular Presidente. Afinal, o antigo banqueiro que nunca ocupou cargos eleitos foi ministro da Economia no início do mandato de Hollande.

19h38 François Bayrou, o quinto mais votado nas eleições presidenciais de 2012, apoiante de Emmanuel Macron em 2017 e um forte crítico da Frente Nacional, que considera uma ameaça para a França e para a Europa, já comentou a vitória de Macron. “Considero este resultado magnífico e incrivelmente significativo. É um combate que vem de longe, que tem durado anos e anos”, disse o político centrista, chefe do Movimento Democrático (MoDem).

19h27 Le Pen também já reagiu no Twitter, sublinhando que o combate não acaba aqui. “Apelo a todos os patriotas a juntarem-se a nós para participar no combate político decisivo que começa esta noite.” E promete uma transformação do seu movimento. “Comprometo-me a apostar numa transformação do nosso movimento com o intuito de constituir uma nova força política.”

19h25 Marine Le Pen aposta forte nas legislativas, mas não é certo que o faça sob as cores da Frente Nacional. A candidata derrotada defendeu que o seu partido precisa de uma “reforma profunda” que leve à criação de uma “nova força política”, que seja “a principal força de oposição ao programa do novo Presidente”.

19h20 Um dado a ter em conta é o número recorde de votos brancos ou nulos. Terão sido 12% do total, segundo a projeção do Ipsos-Sopra Steria. É um recorde que, a somar à alta abstenção, indica que muitos franceses não quiseram escolher entre Macron e Le Pen. Na primeira volta houvera apenas 2,58% de brancos e nulos. Embora seja normal uma subida entre a primeira e a segunda volta, dada a eliminação de muitos candidatos, desta vez o valor é mais do dobro dos brancos e nulos das últimas presidenciais (2012: 5,82%). Mesmo incluindo os outros tipos de eleições (legislativas, regionais, europeias, municipais) não se encontra cifra tão alta.

19h17 Com cerca de 11 milhões de votos, a candidata da extrema-direita obtém o dobro dos que o pai, Jean-Marie Le Pen, conseguiu em 2002, quando passou à segunda volta contra o então Presidente Jacques Chirac. Este foi reeleito com 82%, contra os 18% do então líder da Frente Nacional.

19h14 Marine Le Pen discursou durante quatro minutos. Afirma que já felicitou Emmanuel Macron, agradece aos 11 milhões de votantes que a apoiaram. Assume as legislativas de junho como o seu próximo desafio e diz querer fazer alianças com todas as forças e cidadãos patriotas.

19h10 Os apoiantes de Emmanuel Macron festejam a sua vitória no átrio do Museu do Louvre, local escolhido pelo candidato independente para celebrar a noite eleitoral.

19h06 Macron é o mais jovem Presidente francês de sempre. Nascido a 21 de dezembro de 1977, tem 39 anos. O mais próximo em idade no momento de tomar posse foi Luís-Napoleão Bonaparte, único chefe de Estado da II República e, depois, imperador Napoleão III no Segundo Império.

19h Emmanuel Macron é o próximo Presidente de França. O ex-banqueiro e ex-ministro centrista venceu com 65,1% dos votos, segundo as projeções à boca da urna do instituto Ipsos-Sopra Steria para France Télévisions, Radio France e Le Monde. Marine Le pen reuniu 34,9% dos sufrágios, segundo o mesmo estudo.

18h56 Dentro de um mês e pouco disputa-se aquilo que muitos consideram ser a “terceira volta” destas presidenciais: as legislativas de 11 e 18 junho. Quem vencer esta noite conviverá com um Governo que essa ida às urnas ajudará a definir. Historicamente a Frente Nacional dá-se mal em legislativas, devido ao sistema eleitoral. Já Macron não tem partido implantado a nível nacional.

18h50 A jornalista francesa Laure Daussy afirma que os jornalistas que cobrem a noite eleitoral de Marine Le Pen estão proibidos de falar com os militantes presentes, caso contrário ser-lhes-á mostrada a porta de saída.

18h43 Enquanto espera pela decisão do povo gaulês, porque não recordar quem são os dois candidatos a chefe de Estado? Recorde o perfil de Emmanuel Macron e a entrevista a Marine Le Pen que a Revista E do Expresso publicou nas últimas semanas, da lavra do Daniel Ribeiro, correspondente em Paris.

18h33 A cerca de meia hora de se conhecerem as primeiras projeções em França, o jornal belga La Libre Belgique, que por ser belga não está sujeito às leis francesas que proíbem a revelação de resultados antes do fecho de todas as urnas, preconiza a vitória do centrista Emmanuel Macron. Sondagens à boca da urna de quatro institutos dão ao líder do movimento En Marche! valores entre os 62 e os 66%. Haverá, segundo as mesmas previsões, muitos votos brancos e nulos (13%).

18h24 Ao longo do dia subiu de tom a polémica entre a candidatura de Le Pen e a comunicação social. A Frente Nacional recusou a certos órgãos de comunicação a acreditação para estarem presentes na sua noite eleitoral, nomeadamente os sítios Buzzfeed, Mediapart, Les Jours, Rue89, StreetPress, Politico, Bondy Blog, Explicite, Brut, Konbini, além do semanário Politis e do programa de rádio Quotidien. A explicação dada foi “falta de espaço”, mas há quem suspeite de motivações políticas, pois trata-se de títulos críticos de Le Pen. Em solidariedade com as publicações excluídas, outras decidiram boicotar a sede da extrema-direita, incluindo Le Monde, Libération e Les Inrocks.

18h15 A abstenção mais alta na segunda volta pode estar relacionada com a eliminação, na primeira volta (23 de abril), dos candidatos dos principais partidos (Partido Socialista e Os Republicanos), mas também com a decisão do candidato Jean-Luc Mélenchon (da aliança esquerdista França Insubmissa) de não dar indicação de voto entre Macron e Le Pen.

18h10 Ambos os candidatos aguardam pelos resultados em Paris, depois de terem votado no norte de França. Emmanuel Macron estará no coração da Cidade das Luzes, no Museu do Louvre, que foi hoje evacuado duas vezes por motivos de segurança. Já Marine Le Pen estará no bosque de Vincennes, no sueste da capital.

18h05 É preciso recuar a 1969 para encontrar uma eleição presidencial francesa em que a abstenção tenha crescido entre a primeira e a segunda volta. Nesse ano, em que foi eleito Georges Pompidou, 22,4% dos eleitores abstiveram-se na primeira volta e 31,1% na segunda.

18h02 O canal France24 estima a abstenção em 26%, uma subida de 6,4% em relação à segunda volta das presidenciais de 2012 (19,6%). Na primeira volta deste ano, a abstenção ficou nos 22,2%.

18h Boa tarde. As urnas acabam de fechar em grande parte de França, embora permaneçam abertas até às 20h locais (19h em Portugal) nas maiores cidades, como Paris, Lyon ou Bordéus. Começa aqui o acompanhamento em direto da segunda e última volta das presidenciais francesas. Mais de 40 milhões de eleitores escolhem este domingo o novo Presidente: Emmanuel Macron ou Marine Le Pen.

  • Marine, a mulher que cresceu num castelo

    Chamavam ao pai “monsieur Le Pen”. À filha, Marine, sua sucessora na liderança da Frente Nacional, não chamam sequer “madame”. Ela parece já fazer parte da família de toda a gente. Raramente se assistiu em França a tamanha familiaridade com uma personalidade política

  • Macron e Le Pen já foram votar

    Emmanuel Macron, favorito em todas sondagens, votou este domingo na localidade de Le Touquet, no noroeste do país, sob uma grande atenção popular e dos media. Marine Le Pen votou no seu bastião eleitoral, em Hénin-Beaumont, no norte da França, pela mesma hora que o seu rival.