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Internacional

Baixa participação nas urnas em França relança discussão sobre a abstenção

FABRICE COFFRINI / AFP / GETTY IMAGES

Às 17h locais, menos uma hora em Lisboa, a participação eleitoral em França era de apenas 65,3%, menos 4% do que na primeira volta, a 23 de abril, à mesma hora

Em relação a anteriores eleições presidenciais, há muito menos eleitores a votar do que por exemplo em 2007, 2012 e mesmo 2002 quando, com a disputa da segunda volta entre o gaullista Jacques Chirac e o extremista de direita, Jean-Marie le Pen, a abstenção foi particularmente elevada.

Às 17 horas, em 2012, a participação era de 72,46%; em 2007, de 75,11% e, em 2002, de 67,6%.

As assembleias de voto fecham entre as 19h e as 20h, menos uma hora em Lisboa, e desconhecem-se ainda os valores dos votos brancos e nulos. Com base nestes dados fornecidos às 17h pelo ministério francês do Interior, uma projeção de um instituto de sondagens indica que a participação eleitoral no final no escrutínio será das mais baixas da história das eleições presidenciais, com cerca de 74% de votantes.

A prevista fraca participação, muito baixa para umas eleições presidenciais francesas, não porá em causa a legitimidade do futuro (ou da futura) chefe de Estado. Mas não deixa de ser mais uma surpresa nestas eleições que foram recheadas de sobressaltos.

As sondagens, no fecho da campanha, apontavam para uma vitória folgada do candidato centrista, Emmanuel Macron, sobre a nacionalista, Marine le Pen, com cerca de 22% a mais do que esta nas intenções de voto.

Devido a esta elevada margem de avanço, a forte abstenção não deverá pôr em causa a tendência das previsões das sondagens para os resultados finais. Mas a fraca participação relança a discussão sobre a chamada “abstenção referenciada” – uma elevada mobilização dos eleitores de Marine le Pen contra uma menor participação dos eleitores potenciais de Emmanuel Macron, que incluem os seus votantes e ainda boa parte dos que votaram na primeira volta, há duas semanas, nos candidatos da esquerda radical, dos socialistas e da direita tradicional.

Notícia atualizada às 16h46