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Internacional

Boko Haram liberta mais de 80 raparigas nigerianas

Os irmãos mais novos de Yagana Bukar, Mohammed e Sadiq, foram duas das centenas de crianças raptadas pelo pelo Boko Haram na Nigéria, há três anos

FLORIAN PLAUCHEUR / AFP / GETTY IMAGES

A libertação surgiu na sequência de negociações entre o Governo da Nigéria e o grupo extremista, que raptou em 2014 mais de 200 raparigas da escola secundária de Chibok

Um grupo de 83 raparigas nigerianas, que estavam deste abril de 2014 detidas pelo grupo extremista islâmico Boko Haram, foram este sábado libertadas. A informação está a ser avançada pela agência Reuters, que cita uma fonte governamental.

“As raparigas foram libertadas através de negociações com o Governo”, afirmou a fonte, que pediu anonimato, à Reuters.

A mesma fonte adianta que as raparigas estão neste momento sob custódia do exército nigeriano perto da fronteira com os Camarões, em Banki, onde estão a ser submetidas a testes médicos antes de voarem para Maiduguri, capital do estado de Borno, este domingo. Muitas das meninas de Chibok eram cristãs, mas foram encorajadas a converterem-se ao islamismo e a casar com os raptores - e algumas engravidaram.

“As nossas expetativas são elevadas e esperamos que estas notícias sejam verdadeiras”, disse à Associated Press Sesugh Akume, da campanha #BringBackOurGirls.

As 276 estudantes raptadas, em abril de 2014, de uma escola secundária em Chibok estão entre as centenas de pessoas raptadas pelo movimento extremista. Após o rapto, mais de 50 conseguiram escapar e, em outubro, 21 foram libertadas, através de negociações com a Cruz Vermelha. Defensores dos direitos humanos acreditam ainda que algumas foram utilizadas para levar a cabo ataques suicidas.

Como declarou no mês passado o Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, o Governo continua “em constantes negociações, através dos serviços de inteligência local para assegurar a libertação das raparigas que ainda estão detidas e outras pessoas raptadas”.

O objetivo do Boko Haram, fundado em 2002, é criar um califado islâmico no norte do país. Segundo o Governo, mais de 20 mil pessoas foram mortas e 2,6 milhões desalojadas e deslocadas.