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Oito condenados por planearem ataques com armas químicas nos Jogos Olímpicos do Rio

Buda Mendes/ Getty Images

Os oitos homens foram detidos pela polícia brasileira com base em informações do FBI pouco antes do início da competição, que decorreu em agosto. Foram condenados a entre cinco e 15 anos de prisão

Um juiz brasileiro condenou esta quinta-feira oito homens a penas de entre cinco e 15 anos de prisão, por promoverem o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) na internet e por planearem atentados nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, realizados em agosto do ano passado.

Os homens tinham sido detidos pouco antes do início da competição, após o FBI ter alertado as autoridades do país. São todos brasileiros e, apesar de não pertencerem ao Daesh, tentaram entrar em contacto com o grupo e disseminaram propaganda extremista na internet, jurando fidelidade aos jiadistas, aponta o juiz Marcos Josegrei da Silva, do estado do Paraná, na sua sentença.

O chefe da quadrilha, Leonid El Kadre de Melo, foi condenado a 15 anos de prisão. "Era, sem sombra de dúvida, a pessoa que assumiu o papel de líder entre os acusados", escreveu Silva. A advogada do réu diz que o seu cliente deu início a uma greve de fome assim que a sentença foi ditada. Os restantes sete membros do grupo foram condenados a entre cinco e seis anos de prisão. Todos dizem que vão recorrer da sentença.

O FBI alertou as autoridades brasileiras para as atividades online do grupo depois de passar meses a monitorizá-los. O alerta surgiu duas semanas antes do início dos Olímpicos do Rio, depois de estes terem partilhado vídeos sobre como produzir bombas caseiras e terem tentado comprar armas químicas online.

Das 15 pessoas detidas durante a "Operação Hashtag" levada a cabo pela polícia federal brasileira em julho, sete acabariam por ser libertadas. As outras oito foram julgadas sob a nova legislação antiterrorismo do Brasil por conspirarem para executar ataques químicos durante os Olímpicos.