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Internacional

Macron ainda mais favorito depois do debate com Le Pen

ERIC FEFERBERG / EPA

Analistas consideram que o candidato centrista Emmanuel Macron bateu claramente a nacionalista Marine le Pen no duro debate televisivo de quarta-feira à noite

A ultradireita nunca esteve tão perto do poder na História da V República francesa, mas não será provavelmente desta vez que chegará ao Eliseu.

Com efeito, pela primeira vez, uma líder deste campo, Marine Le Pen, marcou presença no tradicional frente a frente televisivo entre as duas voltas das presidenciais, mas o seu rival centrista Emmanuel Macron saiu reforçado na posição de favorito para a votação decisiva do próximo domingo.

É esta a convicção da esmagadora maioria dos comentadores franceses depois do debate de duas horas e meia, que foi marcado por uma rara intensidade, mesmo por alguma brutalidade e por ofensas pessoais.

Uma sondagem indica que Macron foi mais convincente do que a chefe da Frente Nacional, com 63% contra 34% por cento dos milhões de telespectadores que o seguiram.

“Foi um combate de boxe”, afirmou um editorialista do canal televisivo BFM-TV. “O debate pode ter sido o ponto final, o travão à ascensão de Marine le Pen”, acrescentou Bernard Sananés, presidente do instituto de sondagens Elabe.

Os candidatos têm agora mais dois dias de campanha e, se não se verificarem enormes surpresas de última hora, Emmanuel Macron será, certamente, o vencedor das presidenciais.

Antes do duríssimo debate desta quarta-feira à noite, que acentuou as posições antagónicas de cada um dos candidatos sobre todos os pontos abordados – do euro ao combate ao terrorismo, passando pelo lugar da França no mundo e a identidade francesa – Macron era dado como vencedor da corrida presidencial, com entre 18 a 20 pontos de avanço sobre Marine le Pen.

“Macron aguenta-se e impõe-se face a Le Pen”, escreve em manchete, na manhã de quinta-feira, o jornal conservador “Le Figaro”.

“Macron confortou o seu avanço com o debate, no qual Marine le Pen se comportou mais como chefe da oposição, como se achasse que na realidade não tem hipóteses de ganhar a eleição”, comentou Christophe Barbier, diretor do semanário “L’Express”.

  • Um empate que favorece Macron

    Partindo de uma vantagem de 60% contra 40% nas sondagens, nem Macron terá conseguido fazer crescer a sua base de apoio, nem Le Pen alargar o seu eleitorado. O debate foi tenso, sobretudo na sua parte final, onde a candidata da Frente Nacional parece ter acusado algum cansaço