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Amnistia Internacional exige libertação de mais de 120 jornalistas presos na Turquia

Jornalistas participam numa manifestação em Istambul pela defesa da liberdade de imprensa na Turquia

YASIN AKGUL / AFP / Getty Images

Ao abrigo do estado de emergência imposto em julho de 2016, depois da tentativa falhada de um golpe de Estado, pelo menos 156 media foram fechados e mais de 2500 jornalistas e trabalhadores de meios de comunicação perderam o emprego

A Amnistia Internacional (AI) exigiu esta quarta-feira, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a libertação de mais de 120 jornalistas presos na Turquia e convocou protestos em várias cidades em todo o mundo.

Mais de 250 mil pessoas assinaram uma petição online lançada pela AI em fevereiro, em apoio à iniciativa "O jornalismo não é um crime" e "liberdade para os media turcos", para denunciar a repressão contra a liberdade de expressão no país.

A AI contabiliza o número de jornalistas detidos em 120, mas a Plataforma para o Jornalismo Independente (P24), com sede em Istambul, indica que há 163 jornalistas presos na Turquia e a maioria foi detida após a tentativa fracassada de golpe de Estado a 15 de julho do ano passado.

No primeiro trimestre de 2017, 38 jornalistas foram presos no país, detalha, por outro lado, um relatório sobre a liberdade de imprensa do diário digital "Bianet".

Ao abrigo do estado de emergência imposto no país depois da tentativa golpista, pelo menos 156 meios de comunicação foram fechados e mais de 2.500 jornalistas e trabalhadores de meios de comunicação perderam o emprego.

"Uma grande quantidade de jornalistas independentes na Turquia é colocada atrás das grades, detida durante meses infindáveis sem acusação nem julgamento, ou enfrenta processos com base em vagas leis antiterroristas", afirma Salil Shety, secretário-geral da AI, citado pela agência Efe.

Foram detidos jornalistas e acusados de "delitos de terrorismo por causa de publicações que partilharam no Twitter, por caricaturas que desenharam ou por opiniões que expressaram", acrescenta Shety.

A Amnistia denuncia as condições a que estão expostos os jornalistas detidos ao abrigo do estado de emergência: privação de acesso a um advogado durante dias, largos períodos de detenção preventiva e acusações sem provas evidentes de que tenham cometido qualquer crime.

A Turquia está no 151.º luhar entre 180 países incluídos no índice de liberdade de imprensa dos Repórteres sem Fronteiras (RSF) de 2016.