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Coreia do Norte promete continuar a realizar testes nucleares

STR/GETTY IMAGES

Porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano garante que Pyongyang vai aumentar a sua capacidade nuclear “ao máximo” e de forma “consecutiva e sucessiva”, em resposta às “agressões e histeria” dos Estados Unidos

Helena Bento

Jornalista

A Coreia do Norte anunciou esta segunda-feira que vai aumentar, “a qualquer momento”, a sua capacidade nuclear “ao máximo” e de forma “consecutiva e sucessiva”, em resposta às “agressões e histeria” dos Estados Unidos.

“Agora que os EUA estão a fazer muito ruído em relação a novas sanções e a pressionar a República Democrática da Coreia”, o país asiático “vai acelerar ao máximo as medidas para reforçar o seu programa de dissuasão nuclear”, afirmou, em comunicado, o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, citado pela KCNA, a agência noticiosa oficial.

A Coreia do Norte realizou já cinco testes nucleares e vários testes de mísseis balísticos, desrespeitando as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em resposta ao lançamento de mísseis e às “provocações” do regime de Pyongyang, os EUA ordenaram a mobilização do porta-aviões USS Carl Vinson para águas perto da península norte-coreana, para participarem em manobras conjuntas com a Marinha da Coreia do Sul. Foi também anunciado, recentemente, o reforço das sanções a Pyongyang e dos esforços diplomáticos para que o país acabe com os seus programas nucleares e de lançamento de mísseis.

O último míssil de médio alcance foi lançado na sexta-feira passada, a partir da parte ocidental do país. O lançamento, que aconteceu às 5h30 locais (21h30 de Lisboa), não terá sido bem-sucedido, tendo o míssil rebentado ao fim de alguns minutos após o lançamento e os seus destroços caído no Mar do Japão, segundo fontes norte-americanas e sul-coreanas.

Um dia antes, na quinta-feira, o chefe da diplomacia americana, Rex Tillerson apelou à ONU para conter a “ameaça nuclear” norte-coreana, de “consequências catastróficas”, e pediu à China para isolar, em termos económicos e diplomáticos, Pyongyang, tendo ainda ameaçado recorrer à força para conter os avanços do regime de Kim Jong-Un.