Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Papa quer fim da violência na Venezuela

Já morreram mais de 30 pessoas nos confrontos entre a oposição e o governo de Nicolás Maduro e Francisco defende o fim da violência, apelando à conciliação de posições

O Papa Francisco insistiu este domingo no apelo ao Governo e à sociedade venezuelanos para que sejam evitadas novas "formas de violências" e se respeitem os direitos humanos no país. Pediu também que se "encontrem soluções" para a "grave crise humanitária, social, política e económica que está a afetar a população" do país sul-americano.

As declarações foram feitas esta manhã, antes da oração de Regina Coeli, na praça de São Pedro, em Roma, perante milhares de fiéis a quem Francisco afirmou: "Não deixam de chegar notícias dramáticas sobre a situação na Venezuela, com numerosos mortos, feridos e detidos". "Enquanto me uno à dor das famílias das vítimas, por quem rezo, faço um cordial apelo ao Governo e a todos os componentes da sociedade venezuelana para que se evitem novas formas de violência", declarou.

Na véspera, ainda no Egito, o Papa já se tinha referido à situação na Venezuela, adiantando que a Santa Sé está disponível para ser facilitadora de uma solução para a crise, mas mediante "condições muito claras" .E, na viagem de regresso a Roma, proveniente do Cairo, Francisco disse aos jornalistas, na habitual conversa a bordo, que "tudo o que pode ser feito pela Venezuela deve ser feito, com as necessárias garantias", falando a propósito da crise económica e social que o país atravessa e da contestação ao Presidente Nicolás Maduro.

O Papa não nomeou essas condições, mas o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, antigo núncio apostólico na Venezuela, enumerou-as, como noticia a agência France Presse: estabelecer um calendário eleitoral, libertar os opositores, permitir a entrada de ajuda estrangeira, na área da saúde, e devolver poderes ao Parlamento.

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra o Governo intensificaram-se desde o começo de abril e já causaram pelo menos 34 mortos, mais de 500 feridos e mais de 1200 detidos.