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Internacional

França diz que gás sarin usado na Síria tem “assinatura” de Damasco

MOHAMED AL-BAKOUR/GETTY

O ataque contra a localidade de Khan Cheikhoun, a 4 de abril, numa zona controlada pelos rebeldes, fez 87 mortos, entre os quais 31 crianças, e motivou represálias norte-americanas, très dias depois, contra uma base aérea do regime de Bashar al-Assad

O ataque com gás sarin contra a localidade síria de Khan Cheikhoun, que no início de abril fez 87 mortos, tem "a assinatura" do regime de Bashar al-Assad, acusa um relatório dos serviços de informação franceses.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de França Jean-Marc Ayrault disse esta manhã que Paris sabe, "de fontes seguras", que "o processo de fabrico do gás sarin que foi usado é típico do método desenvolvido em laboratórios sírios".

"Este método tem a assinatura do regime e isso permite-nos estabelecer a responsabilidade neste ataque", disse o chefe da diplomacia francesa, após uma reunião do Conselho de Defesa no palácio do Eliseu, com a presença do Presidente François Hollande.

"Face ao horror deste ataque e às violações repetidas pela Síria dos seus compromissos de não usar armas proibidas pela comunidade internacional, a França decidiu partilhar com os seus parceiros e com a opinião pública mundial as informações de que dispõe", afirmou Jean-Marc Ayrault.

Segundo o relatório dos serviços secretos, os investigadores concluíram "com certeza" que o químico usado no ataque foi gás sarin e que este tem a marca do fabrico do regime sírio.

O ataque, perpetrado a 4 de abril contra a localidade de Khan Cheikhoun, numa zona controlada pelos rebeldes, fez 87 mortos, entre os quais 31 crianças, e motivou represálias norte-americanas, a 7 de abril, contra uma base aérea do regime.

Damasco sempre negou a sua implicação no ataque e afirmou tratar-se de "uma fabricação a 100%".