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Internacional

China exibe novo porta-aviões perante tensões crescentes na região

Modelo à escala do novo porta-aviões chinês foi testado em 2015

ChinaFotoPress

É o primeiro a ser construído em estaleiros chineses e vem juntar-se ao Liaoning, uma embarcação da era soviética que foi comprada à Ucrânia em 2002 e posteriormente modernizada

A Marinha chinesa apresentou esta quarta-feira um novo porta-aviões, o primeiro a ser construído no país, no que representa um reforço do seu poderio militar numa altura de retórica inflamada entre a Coreia do Norte e os EUA, por causa do programa nuclear e de mísseis de Pyongyang e perante as contínuas disputas territoriais no Mar do Sul da China entre Pequim e outros países da região.

A agência estatal Xinhua noticiou esta quarta-feira que o novo porta-aviões, o segundo da frota naval da China, "foi transferido para a água" no porto de Dalian, no nordeste do país. Até agora, os especialistas acreditavam que a embarcação, que começou a ser construída em 2013, só ia estar operacional a partir de 2020 e que, até lá, o país só contava com um porta-aviões, o Liaoning, que foi comprado à Ucrânia em 2002.

A apresentação do novo navio acontece depois de a administração de Donald Trump ter destacado para a península coreana a frota de ataque Carl Vinson, composta por um porta-aviões, outros navios de guerra e um submarino, perante pedidos de calma pelas autoridades chinesas. Pyongyang já ameaçou afundar o porta-aviões norte-americano, depois de acusar os EUA e os seus aliados regionais, como o Japão e a Coreia do Sul, de estarem a preparar-se para uma invasão.

Segundo o correspondente da BBC em Pequim, o novo porta-aviões representa um avanço significativo em relação ao Liaoning, que foi construído há mais de 25 anos pela União Soviética. Apesar disso, o navio é tido como tecnologicamente inferior aos dez porta-aviões que integram a atual frota naval dos Estados Unidos, que continuam a investir mais na área da Defesa do que o gigante asiático.