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Ataque talibã leva à demissão do Ministro da Defesa e do chefe de Estado-maior afegãos

REUTERS

Vestidos com os uniformes militares afegãos e deslocando-se em veículos militares, os guerrilheiros talibãs atacaram uma base militar em Mazar-e Sharif, naquele que foi o seu ataque mais letal desde 2001

O ministro da Defesa e o chefe do Estado-maior do Exército do Afeganistão apresentaram esta segunda-feira a sua demissão, anunciou a presidência A saída dos responsáveis pretende dar resposta às acusações de ausência de resposta eficaz face ao aumento dos ataques dos talibãs que na sexta-feira causaram mais de 140 mortos na base militar em Mazer-e Sharif, naquele que foi o seu mais letal ataque desde 2001.

“O Presidente Ashraf Ghani aceitou a demissão do ministro da Defesa e do chefe de Estado-maior”, indicou o gabinete da presidência em comunicado.

Vestidos com os uniformes militares afegãos e deslocando-se em veículos militares, os talibãs entraram pela base militar e abriram fogo, alguns dos militares mortos estavam desarmados. Pelo menos 10 militantes talibãs foram mortos e um detido.

O ataque ocorreu após uma outra grande falha dos serviços de informação ter permitido que em março alegados membros do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) tenham atacado um hospital militar em Cabul, matando dezenas de militares que se encontravam a receber tratamento e enfermeiras.

Os ataques mostram que até zonas como Mazer-e Sharif ou a capital afegã deixaram de poder ser consideradas relativamente seguras face aos ataques de jiadistas.

Desde o fim da missão da NATO no Afeganistão, em janeiro de 2015, os jiadistas têm conseguido ganhar terreno e o Governo atualmente só controla 57% do território.

Mais de 6700 militares e polícias foram mortos no ano passado e as forças de segurança têm cada vez mais dificuldade em recrutar efetivos.