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Tiroteio em Paris: suspeito belga entregou-se à polícia

Jeff J Mitchell/GETTY

O suspeito de ligação ao tiroteio da noite de quinta-feira em Paris, que provocou a morte de um polícia e ferimentos com gravidade em outros dois, entregou-se na cidade belga de Antuérpia

O homem que as autoridades belgas haviam indicado às suas congéneres francesas ter possível envolvimento no tiroteio de quinta-feira em Paris entregou-se esta sexta-feira à polícia na cidade de Antuérpia, no norte da Bélgica, avança uma agência de notícias belga.

De acordo com fontes próximas da investigação citadas pelo “Fígaro”, o suspeito era conhecido das autoridades e contava com mais de 20 antecedentes criminais. Pelo menos uma espingarda e várias armas brancas foram encontradas no carro do atirador.

O porta-voz do Ministério francês do Interior, Pierre Henry Brandet, disse contudo à rádio Europe 1 que é prematuro afirmar se o suspeito está “muito ou pouco ligado” ao atentado de ontem.

Entretanto, três pessoas próximas do indivíduo foram detidas esta manhã pelas autoridades franceses para serem interrogadas, refere o “Le Monde”.

Segundo anunciou o porta-voz da polícia francesa, Jérôme Bonet, os dois polícias feridos esta noite na zona dos Campos Elísios já não correm risco de vida. O Presidente francês, o primeiro-ministro e o ministro do Interior deslocaram-se esta manhã ao Hospital Georges-Pompidou, em Paris, para visitar as vítimas.

“Resposta ao terrorismo tem que ser global e total”

A líder da Frente Nacional e candidata ao Eliseu disse esta manhã aos jornalistas que os polícias foram atacados esta noite porque são o símbolo do Estado. “A França não é atacada por aquilo que fez, mas por aquilo que é”, declarou Marine Le Pen, a partir da sua sede de campanha.

Segundo a candidata presidencial, o polícia morto esta noite junta-se a uma longa lista de vítimas do terrorismo islâmico, pelo que se impõe neste “estado de guerra” uma “resposta global e total”.

O antigo primeiro-ministro francês Manuel Valls reiterou por sua vez que o combate ao terrorismo deve continuar a ser uma prioridade e que é necessário dar meios à polícia e à Justiça para lutar contra o islamismo radical, depois de quinta-feira à noite um polícia morrer e dois ficarem gravemente feridos na sequência de um tiroteio na zona dos Campos Elísios, uma das mais movimentadas da cidade.

O Ministério do Interior francês indicou que o atirador também morreu. O autodenominado Estado Islâmico (Daesh) já reivindicou o ataque

(Em atualização)