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Tensão política entre Rússia e EUA não entra na investigação espacial

SERGEI ILNITSKY/EPA

Dois astronautas – um russo e um norte-americano – partiram esta quinta-feira rumo à Estação Espacial Internacional. Só em setembro regressarão à Terra

Numa altura em que os dois países são notícia, sobretudo pelas relações tensas e desentendimentos políticos, nem tudo separa Estados Unidos e Rússia. No plano da investigação espacial, um astronauta russo e outro norte-americano partiram juntos esta quinta-feira para uma missão que os manterá afastados da Terra até setembro.

Fyodor Yurchikhin, um veterano nestas lides, e o estreante Jack Fischer, engenheiro da NASA, largaram esta manhã da base de Baikonur, no Cazaquistão. A bordo de uma nave Soyuz, o destino de ambos é a Estação Espacial Internacional (ISS).

O voo orbital deve durar quase seis horas e o acoplamento da nave à ISS está previsto para 13h GMT (14h em Lisboa).

A tripulação da ISS inclui, desde novembro, o francês Thomas Pesquet e os americanos Peggy Whitson e Shane Kimbrough. Pela primeira vez desde 2003, a nave Soyuz transporta apenas dois astronautas – e não três – depois da agência espacial Roskosmos ter decidido reduzir a tripulação russa, por questões orçamentais.

Na sua quinta missão, Fyodor Yurchikhin, de 58 anos, já passou 537 dias no espaço.

Os dois astronautas dos EUA deverão falar com o presidente Donald Trump na segunda-feira, dia em que Peggy Whitson, a primeira mulher a comandar a ISS, cumpre 535 dias no espaço - recorde para um astronauta norte-americano. Aos 57 anos, ela é também a mulher mais velha do espaço.