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Internacional

Sarampo. Governo rejeita decisão sem a “reflexão necessária”

José Carlos Carvalho

Ministra da Presidência afirma que o quadro do sarampo em Portugal não é pior do que o dos países, onde a vacinação é obrigatória. E apela à serenidade e à reflexão neste assunto

A ministra da Presidência considerou esta quinta-feira que o surto de sarampo deve ser visto "com serenidade e não passa necessariamente por medidas proibicionistas", rejeitando uma decisão do Governo "em cima da hora sem a reflexão necessária".

"A questão deve ser vista com serenidade e não passa necessariamente por medidas proibicionistas. Vai ser avaliada, com recurso ao conhecimento científico, provavelmente também discutida no Parlamento", respondeu Maria Manuel Leitão Marques aos jornalistas na conferência de imprensa do Conselho de Ministros desta quinta-feira quando questionada sobre as medidas a adotar a propósito do sarampo.

De acordo com a ministra da Presidência, a informação científica "mostra que Portugal está até numa boa situação em matéria de prevenção nesse domínio e até comparado com outros países onde a vacinação é obrigatória não está em pior situação, está em melhor".

"Isto apenas para mostrar que aquilo que somos levados a pensar por um caso dramático e muito triste, sobretudo para a família que perdeu a sua filha, não deve levar a decidir-nos em cima da hora sem reflexão necessária, que deve ocorrer em torno destas matérias", ressalvou.

Maria Manuel Leitão Marques acrescentou ainda que o ministro da Saúde "também vai acelerar um pouco a medida que estava prevista no Simplex 2016, mas apenas para o final do ano, do boletim de vacinas eletrónico".

"Este vai permitir um conhecimento mais simples por parte das escolas se a criança está ou não vacinada do que o atual suporte para essa informação", concretizou.