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Hollande fala em “terrorismo” e Daesh reivindica ataque em Paris

THOMAS SAMSON/ Getty Imges

Um polícia morreu e dois ficaram gravemente feridos. Um atirador também morreu, confirmou o ministro do Interior. Cerca de duas horas depois, o grupo terrorista assumiu a responsabilidade do ataque e identificou o atirador

A três dias das eleições francesas, Paris foi uma vez mais palco daquilo que parece ser um ato terrorista. Esta quinta-feira à noite, um polícia morreu e dois ficaram gravemente feridos na sequência de um tiroteio na zona dos Campos Elísios, uma das mais movimentadas da cidade. “Estamos convencidos que as pistas [que temos] são de ordem terrorista”, disse François Hollande.

Segundo o Ministério do Interior francês, o atirador também morreu.

Minutos depois da comunicação do Presidente francês, o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) reivindicou o ataque através de um comunicado publicado em várias línguas na Amaq, a única agência de notícias autorizada a operar no território do grupo radical. O atirador, segundo a mesma publicação, é Abu Yousuf al-Beljiki e é da Bélgica (aliás, o apelido escolhido significa “O Belga”, uma prática comum entre os membros do Daesh).

A identidade divulgada pelo Daesh não confirmada pelas autoridades francesas, que recusaram avançar detalhes sobre o atirador. “A identidade é conhecida e está verificada. Está em curso a investigação para saber se teve ou não ajuda de cúmplices”, assegurou François Molins, procurador de Paris.

As autoridades garantem que ainda é cedo para avançar com certeza os motivos por trás do tiroteio, que começou por volta das 21h (menos uma hora em Lisboa), junto ao número 102 daquele que é um dos locais mais movimentados da capital francesa.

O departamento antiterrorista da procuradoria de Paris está a investigar o caso.

“Le Parisien” descreve que um homem com uma arma automática disparou em direção a um polícia que estava na rua. Depois, começou a correr e a disparar na direção do restante do grupo de polícias. Estes responderam com tiros, acabando por matar o atirador.

A polícia francesa pede que as pessoas se mantenham afastadas daquela zona central da capital. Um helicóptero esteve a sobrevoar a área. Várias ambulâncias e carros da polícia também estiveram no local.

O primeiro-ministro, Bernard Cazeneuve, recorreu ao Twitter para lamentar o sucedido.

O tiroteio aconteceu apenas três dias antes de os franceses votarem na primeira volta das presidenciais. Esta sexta-feira será o último dia de campanha. Marine Le Pen, candidata da extrema-direita, e François Fillon, do partido republicano, já anunciaram que cancelaram as suas ações de campanha.

Os 11 candidatos presidenciais participavam esta quinta-feira à noite numa entrevista televisiva quando o ataque aconteceu nos Campos Elísios.