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Assassino de polícia pode ser condenado à pena de morte na Pensilvânia

A pena deverá ser determinada até ao início da próxima semana. Eric Frein, de 33 anos, disparou aleatoriamente contra um quartel, fazendo um morto e um ferido grave há dois anos

Eric Frein, que permaneceu em fuga durante quase sete semanas, deixou uma carta aos pais defendendo a revolução como forma de “obter de volta as liberdades que outrora tivemos”

Eric Frein, que permaneceu em fuga durante quase sete semanas, deixou uma carta aos pais defendendo a revolução como forma de “obter de volta as liberdades que outrora tivemos”

GETTY

Um tribunal do Estado norte-americano da Pensilvânia considerou Eric Frein, de 33 anos, culpado de todas as 12 acusações de que era alvo – entre as quais homicídio de primeiro grau de um agente da lei, tentativa de assassínio, terrorismo – devendo a sua pena ser determinada até ao início da próxima semana.

Os procuradores pretendem que seja condenado à pena de morte, enquanto os advogados de defesa apelaram esta quarta-feira que a pena não vá além da prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

O caso em questão ocorreu há dois anos, quando Eric fez uma emboscada num quartel, matando um polícia de cavalaria – um veterano dos marines com 38 anos, que deixou uma mulher e dois filhos crianças – e ferindo com gravidade um outro, que veio em auxílio do colega. Frein acabou por ser também atingido por quatro tiros, tendo conseguido escapar e permanecer em fuga durante quase sete semanas.

Entre os crimes a que foi condenado encontra-se ainda o da posse de armas de destruição massiva, relativa a duas pequenas bombas que deixou para trás durante a perseguição.

Os procuradores afirmaram que ele abriu fogo aleatoriamente no quartel Blooming Grove, nas Montanhas Pocono, por pretender iniciar uma revolução. Na carta que escreveu aos seus pais,o arguido defendeu a revolução como forma de “obter de volta as liberdades que outrora tivemos”.

Os procuradores apresentaram 500 elementos de prova que implicam Frein na emboscada.

Desde que a pena capital foi restaurada no país em 1976, apenas três pessoas foram condenadas à morte na Pensilvânia – a última das quais em 1999.