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Expresso

Internacional

Administração Trump reconhece que Irão está a respeitar o acordo nuclear

Acordo entre o Irão e o P5+1 foi alcançado em julho de 2015

Mark Makela

Governo norte-americano anunciou ontem que vai analisar a possibilidade de suspender as sanções ao país dos aiatolas

A administração de Donald Trump informou ontem o Congresso americano que o Irão está a cumprir os termos do acordo nuclear alcançado pelo Governo de Barack Obama em 2015, afirmando que vai estudar a possibilidade de anular as sanções impostas no início de fevereiro, pouco depois de Trump ter tomado posse, na sequência de um teste de míssil balístico.

Na notificação que o secretário de Estado, Rex Tillerson, enviou ao líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes, Paul Ryan, o Governo de Donald Trump informa os legisladores norte-americanos que Teerão está a respeitar o que foi negociado — restrições ao seu programa nuclear em troca do fim das sanções — mas sublinha que continuam a existir preocupações quanto ao patrocínio de atividades terroristas pelo Estado iraniano.

Sob o acordo de há dois anos, o Departamento de Estado é obrigado a notificar o Congresso a cada 90 dias sobre o seu cumprimento por parte das autoridades iranianas; ontem foi a primeira vez que os congressistas foram notificados pela nova administração sobre o estado deste acordo, a pouco mais de uma semana de Trump completar 100 dias na presidência.

"O Departamento de Estado certificou hoje ao líder da Câmara Paul Ryan que até 18 de abril o Irão cumpriu com os compromissos sob o Plano de Ação Conjunto", anunciou ontem Tillerson em comunicado. "O Presidente Donald J. Trump deu ordens à agência liderada pelo Conselho de Segurança Nacional para que faça uma revisão desse plano, para avaliar se a suspensão das sanções é vital para os interesses de segurança nacional dos EUA."

No documento, o chefe da diplomacia não avança prazos para concluir essa revisão e sublinha apenas que a administração quer trabalhar com o Congresso neste tópico. Durante a campanha presidencial, o empresário tornado Presidente tinha classificado o acordo como "o pior algum dia negociado", gerando dúvidas sobre o futuro deste acordo assim que tomasse posse.