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Theresa May pede eleições antecipadas a 8 de junho

TOBY MELVILLE / Reuters

Primeira-ministra britânica justifica o pedido pela oposição interna dos restantes partidos ao seu plano para o Brexit, que diz enfraquecer a posição do Reino Unido nas negociações com Bruxelas. Moção deverá ser aprovada esta quarta-feira pelo Parlamento

A primeira-ministra britânica Theresa May anunciou esta manhã que irá apresentar na quarta-feira uma moção no Parlamento para a convocação de eleições gerais antecipadas a 8 de junho.

Numa declaração feita em Downing Street, May diz que tomou a decisão com relutância, por considerar que as criticas de membros dos partidos da oposição, relativamente às negociações com a União Europeia para os moldes em Brexit será efetuado, enfraquecem a posição britânica.

“Precisamos eleições gerais e agora, só recentemente cheguei a esta conclusão”, afirmou, considerando que “neste momento deve haver união”. “O país está a unir-se, mas [o Parlamento de] Westminster não está”, frisou.

May reafirmou a sua convicção de que “o Governo tem o plano certo para negociar a saída” da União Europeia, mas, no seu entender, as criticas da oposição estão a colocá-lo em causa.

“Nas últimas semanas, o Partido Trabalhista ameaçou votar contra o acordo com a União Europeia. Os Liberais Democratas disseram que querem paralisar o negócio do Governo. O Partido Nacional Escocês disse que vai votar contra a legislação que formalmente exclui o Reino Unido da União Europeia. E membros não eleitos da Casa dos Comuns juraram lutar contra nós”, afirmou May.

“Os nossos opositores acreditam que por a nossa maioria ser tão pequena vão fazer conseguir fazer-nos mudar [o plano], mas estão errados”, acrescentou.

As próximas eleições gerais no Reino Unido deveriam ter lugar apenas em 2020. A moção precisa de dois terços dos votos para ser aprovada, o que deverá ser alcançado tendo em conta que os partidos da oposição já haviam indicado que apoiariam a antecipação das eleições.

O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, já reagiu entretanto, saudando a decisão que “dá ao povo britânico a oportunidade de votar por um Governo que colocará os interesses da maioria em primeiro lugar”.

O líder dos liberais democratas, Tim Farron, considerou, numa mensagem partilhada no Twitter, que; “Isto é uma oportunidade de mudar a direção do nosso país. Se vocês querem evitar um desastroso Brexit radical. Se vocês querem manter a Grâ-Bretalha no mercado único. Se vocês querem uma Grã-Bretanha que é aberta, tolerante e unida, esta é a vossa oportunidade.

“Os liberais-democratas querem reabrir as divisões do referendo”, acusou por seu turno chefe do executivo britânico, defendendo a ideia que “cada voto para os conservadores significará ficarmos firmes no nosso plano para uma Grã-Bretanha forte”.

Notícia atualizada às 12h12