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Putin (também) deu os parabéns a Erdogan pelo resultado do referendo

ALEXEY NIKOLSKY / SPUTNIK / KREMLIN POOL

Depois de Trump, também o Presidente Russo telefonou ao seu homólogo turco para lhe dar os parabéns pela vitória no referendo

O Presidente russo, Vladimir Putin, felicitou esta terça-feira o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, pela vitória no referendo de domingo sobre o reforço dos seus poderes, anunciou a agência de imprensa pró-governamental da Turquia Anadolu.

Putin telefonou a Erdogan para lhe dirigir as suas felicitações, precisou este meio, citando fontes da presidência turca.

Donald Trump tinha feito o mesmo na véspera, sem emitir opinião sobre o escrutínio de domingo, que a oposição turca considerou estar cheio de fraudes.

Neste mesmo sentido, a União Europeia instou hoje as autoridades turcas a "lançar investigações transparentes às alegadas irregularidades" apontadas pelos observadores internacionais ao referendo de domingo na Turquia sobre o reforço dos poderes do Presidente, que se saldou numa vitória do "sim".

Recep Tayyip Erdogan já afirmou que vai ignorar as conclusões dos observadores.

Também hoje, o principal partido da oposição na Turquia, o CHP, anunciou que vai apresentar ao Alto Conselho Eleitoral um pedido de anulação do referendo de domingo.

O "sim" venceu o referendo realizado no domingo com 51,37%, após a contagem de 99,45% dos boletins de voto.

  • “O regresso da era dos sultões”

    Apesar das irregularidades registadas durante a votação, é improvável que a oposição turca consiga reverter os resultados do referendo deste domingo, no qual 51,5% dos eleitores votaram a favor de alterações à Constituição para acabar com a democracia parlamentar e fortalecer os poderes do Presidente Erdogan. Ao Expresso, Ilter Turan, professor emérito de ciência política na Universidade Bilgi de Istambul, diz que a crise diplomática de março entre Ancara e algumas capitais europeias ajudou à vitória do “sim” e explica como, para já, ainda não é possível antever o que vai acontecer

  • OSCE considera que referendo turco não foi democrático

    A falta de igualdade de oportunidades, cobertura mediática parcial e restrições às liberdades fundamentais são fatores verificados pelos observadores do Conselho da Europa e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) ao referendo que deu a vitória ao reforço dos poderes do Presidente Erdogan

  • Foi um referendo, mas se não fosse assim seria de outra maneira. Na Turquia não estava, não está e não estará em jogo uma opção, mas sim um desígnio. Esse desígnio passa por recusar um estilo de vida e uma mundividência - a ocidental europeia - e impor outra - a oriental, própria de um sultanato. Quem não viu isto, desde o tempo em que os americanos, por ingenuidade ou perversidade, tiveram a ideia de integrar a Turquia na União Europeia, não conhecia a História

  • Os turcos vão ter um “superpresidente”. E agora?

    O “sim” venceu no referendo turco e com ele virá a maior mudança no país no último século. Mas a decisão é tudo menos pacífica, num país praticamente dividido ao meio. O que diz Erdogan? Porque é que a oposição contesta a validade dos resultados? E o que muda a partir de agora?