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Mélenchon recusa geringonça “à la française”

REUTERS

O candidato de extrema-esquerda às presidenciais francesas diz que “a situação é muito diferente” da existente em Portugal

O porta-voz do candidato da esquerda radical francesa às eleições presidenciais Jean-Luc Mélenchon recusa dar apoio ao PS, à semelhança do que sucede em Portugal, considerando que “a situação é muito diferente”.

“Os nossos amigos do Bloco [de Esquerda] ou ajudavam a experiência socialista do PS português ou seria a direita que iria para o poder”, sustentou Alexis Corbière, acrescentando que o BE “é bastante crítico ainda hoje” do executivo liderado por António Costa.

Alexis Corbière disse que “após cinco anos de François Hollande, era evidente que ia haver uma rejeição da população do candidato do Partido Socialista, fosse quem fosse" e apontou como "um erro” que o candidato do PS, Benoît Hamon, “a única coisa que soube dizer foi que era preciso aliar-se a ele”.

Benoît Hamon esteve em fevereiro em Lisboa, onde reuniu com o primeiro-ministro português e com a líder do Bloco de Esquerda e enalteceu a “brinquebalante” (Geringonça), mas depois não chegou a acordo com Jean-Luc Mélenchon para uma aliança para as presidenciais.

O porta-voz de Jean-Luc Mélenchon precisou que uma vitória do candidato de A França Insubmissa “será benéfica para todos os países da Europa”, incluindo para Portugal, porque se pretende uma renegociação da dívida já que o endividamento é uma forma, como outra, de participar na retoma da atividade económica.

Numa corrida eleitoral com 11 candidatos, Jean-Luc Mélenchon, do movimento A França Insubmissa, faz parte dos quatro favoritos, de acordo com as sondagens, aparecendo taco-a-taco com Emmanuel Macron (centro), Marine Le Pen (extrema-direita) e François Fillon (direita).