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Ataque terrorista abortado em França a dias das presidenciais

BORIS HORVAT/AFP/GETTY

Dois indivíduos foram detidos em França por planearem um atentado em Marselha. Suspeitos já eram conhecidos pelas autoridades devido à sua radicalização

Dois homens suspeitos de prepararem um atentado foram detidos esta manhã em Marselha, no sul de França, cinco dias antes da primeira volta das eleições presidenciais.

Os indivíduos, de 23 e 29 anos, nascidos em França, são “suspeitos de passagem à ação terrorista nos próximos dias”, declarou o ministro do Interior francês, Matthias Fekl. Segundo o governante, os dois homens – um originário do norte do país e outro de Vale d’Oise – já eram conhecidos pelas autoridades devido à sua radicalização.

As detenções resultaram de dados obtidos pelos serviços de informação franceses no âmbito de uma investigação sobre terrorismo lançada em Paris. A operação contou também com a colaboração dos serviços de informação britânicos que descobriram um vídeo com os dois suspeitos a jurarem fidelidade ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), disse ao “Figaro” uma fonte próxima de François Fillon, candidato da direita às presidenciais francesas.

Fonte próxima da investigação revelou também ao jornal que foram encontrados explosivos e pelo menos uma arma numa habitação. Entretanto, decorrem novas buscas em locais habitualmente frequentados pelos dois suspeitos, segundo a mesma fonte.

Reforço da segurança nas eleições

De acordo com o ministro do Interior francês, não há informações que apontem para um candidato que seja alvo de maior ameaça. “Devemos esta atentos em relação ao alvo. Nenhum candidato foi particularmente visado. No entanto, pode-se imaginar que os dois supostos terroristas estavam cientes da sua ação dentro de um calendário específico”, acrescentou.

Matthias Fekl insistiu que o nível de ameaça terrorista continua elevado, justificando o reforço das medidas de segurança em todo o território. Em entrevista ao Journal du Dimanche”, o ministro do Interior francês disse que mais de 50 mil polícias, apoiados por militares, irão garantir a segurança dos cidadãos junto das urnas, no próximo domingo, dia da primeira volta das presidenciais. Além disso, haverá também um reforço da vigilância junto das fronteiras até 7 de maio, quando terá lugar a segunda volta.

O estado de emergência em França mantém-se até 15 de julho, após as eleições presidencias e legislativas.

(Atualizada às 15h07)