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EasyJet também expulsou passageiros em overbooking e a United expulsou agora noivos que iam casar-se

MARTIN DIVISEK/EPA

Aconteceu num aeroporto de Londres menos de 24 horas depois da expulsão de David Dao da United Airlines e os dois passageiros dizem que o seu caso só é diferente porque não foram fisicamente arrastados para fora do aparelho da easyJet. Entretanto, há mais um caso polémico em torno da companhia norte-americana

Dois passageiros que se encontravam a bordo de um avião da easyJet no aeroporto londrino de Luton, para seguirem viagem para Catania, na Sicília, a 10 de abril, foram expulsos do aparelho devido à situação de overbooking, segundo relata o “The Independent”.

“Isto foi uma situação incrivelmente humilhante”, referiu Manoj, um dos passageiros que é consultor de tecnologia e tem 38 anos. “A companhia tinha overbooked e nós fomos involuntariamente retirados do aparelho por dois funcionários do aeroporto diante de um avião cheio”, acrescentou, realçando que “a única diferença entre nós e o individuo envolvido com a United Airlines é que nós não fomos fisicamente arrastados”.

A companhia aérea low cost britânica deveria ter primeiro procurado passageiros que aceitassem voluntariamente desistir do voo mediante compensação financeira. Quando uma companhia aérea impede passageiros com reserva de seguirem, devido a overbooking, deve oferecer-lhes compensação financeira e encontrar-lhes o voo alternativo que lhes permita seguir para o mesmo destino o mais depressa possível.

Os passageiros referiram ao “The Independent” que a easyJet não respeitou nenhuma destas normas e que apesar de terem insistido por voos alternativos, foi-lhes dito que a sua única opção seria um voo que os levaria para a ilha italiana quatro dias mais tarde. Uma opção que não se coadunava com o seu plano de férias de seis dias, para as quais haviam adquirido alojamento e transportes não reembolsáveis.

“Nós lamentamos muito a situação que o casal vivenciou. O seu voo de Luton para Catania estava overbooked em uma pessoa e isto não foi lidado de forma suficientemente satisfatória para corresponder aos nossos padrões ou à nossa política que cumpre a regulamentação EU261” referiu posteriormente easyJet em declarações ao jornal britânico. “Infelizmente, devido a uma situação no processo de embarque, os passageiros tiveram autorização para entrarem a bordo pois o pessoal do posto de entrada pensou que os dois lugares estavam disponíveis quando só estava um”, acrescentaram.

Entretanto surgiu um outro caso de passageiros retirados de um avião da United Airlines, o de um casal que refere que foi impedido de seguir viagem no sábado de Hoston, Texas, para a Costa Rica, onde iam casar-se.

O casal disse que foi retirado à força por um polícia federal.

A companhia norte-americana nega contudo esta versão, alegando que nem a polícia federal nem quaisquer outras autoridades foram envolvidas: “O nosso pessoal solicitou-lhes que abandonassem o avião e eles cumpriram”.

O casal “repetidamente tentou sentar-se em lugares de classe superior que não tinha adquirido e não seguiram as instruções da tripulação para regressarem aos seus lugares designados”, referiu ainda o comunicado da United.

A companhia assegurou depois que seguissem viagem no dia seguinte. Os passageiros retirados do avião, Michael Hohl e Amber Maxwell, disseram à televisão de Houston KHOU que tentaram pagar por lugares de uma classe mais alta o que lhes foi negado, após terem descoberto um passageiro deitado a dormir nos seus lugares.