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Internacional

EUA reforçam defesa antimíssil na Coreia do Sul

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence cumprimenta o presidente em funções da Coreia dos Sul, Hwang Kyo-ahn

KIM HONG-JI / REUTERS

Os EUA e a Coreia do Sul anunciaram esta segunda-feira que vão reforçar as defesas contra a Coreia do Norte com a instalação de um escudo antimísseis. A China reprova a medida e classifica-a como uma ameaça à sua segurança

Miguel Rebocho Pais

O presidente em funções da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn, anunciou esta segunda-feira que vão ser reforçadas as defesas antimísseis contra a Coreia do Norte. O chefe de Estado sul-coreano falou numa conferência de imprensa conjunta com o vice-presidente norte-americano Mike Pence.

A China vê este reforço militar como uma ameaça à sua segurança. Em Pequim, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lu Kang manifestou a oposição do país à medida, segundo o jornal South China Morning Post. Pequim considera que o sistema de radar é uma ameaça à segurança da China e insistiu nos apelos para que Washington e Pyongyang permitam a paz e a estabilidade na região. O porta-voz do MNE chinês salientou que o atual cenário na península coreana é "altamente sensível, complicado e de alto risco" e repetiu o pedido para que ambas as partes evitassem ações provocatórias, segundo a agência Reuters.

Kyo-ahn e Pence responderam às críticas de Pequim afirmando que os mísseis são apenas uma medida de defesa contra a Coreia do Norte. Ambos os responsáveis declararam-se desiludidos com a posição moderada da China enquanto principal aliada de Pyongyang, mas garantem que não vão recuar. Sinal deste compromisso foi ontem confirmado pela própria agência noticiosa sul-coreana Yonhap, que revelou que Seoul já tem prontos os seus mísseis de médio alcance (M-SAM). Segundo fontes do exército, "só faltam procedimentos admnistrativos" para os mísseis SAM entrarem ao serviço. Os mísseis SAM são um dos principais elementos do sistema de defesa anti-aéreo da Coreia do Sul, que deverá intercetar mísseis balísticos inimigo a cerca de 20 quilómetros de altitude.

Mike Pence iniciou no domingo uma visita oficial de três dias à Coreia do Sul, a primeira paragem antes de rumar a Tóquio, Jacarta e Sidney. Em conferência de imprensa, anunciou na manhã desta segunda-feira o “fim da paciência estratégica” para com a Coreia do Norte, um dia depois de Pyongyang ter efetuado um novo teste com um míssil balístico cujo lançamento acabou por falhar.

O vice-presidente norte-americano afirmou que a Coreia do Norte “faria bem em não testar a força do exército dos Estados Unidos nesta região”. Kyo-ahn acrescentou que os aliados da Coreia do Sul estão prontos para impor “fortes punições” à Coreia do Norte caso continuem as suas provocações. Citado pela agência noticiosa sul-coreana Yonhap, o governante afirma que Seul vai redobrar esforços para reforçar as sanções internacionais a Pyongyang.

Na quarta-feira, representantes dos governos dos Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão vão reunir-se em Tóquio para discutir “parcerias contra a ameaça nuclear e militar da Coreia do Norte”, acrescenta a Yonhap.